Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Opinião

E tu, o que é que andas a ouvir? (versão quase-primavera molhada)

Porque pôr a música em dia é, também, um músculo que se exercita (mas não vai encontrar aqui nada para o crossfit)

Pode um regresso ser tão bom como a primeira vez? Cruzamos os dedos, esperançosos: isto são os Slowdive a dar 10-0 a todas as bandas que, nos últimos anos, quiseram ser os Slowdive.

"I'm a rock and roll amputation". Quem poderia dizer isto em 2017 sem parecer anacrónico? Os Jesus and Mary Chain, tão iguais a si próprios que não há como não fazer a vénia costumeira.

Ainda lá atrás. Slowdive, JAMC... Ride. Outra segunda vida com o fulgor da primeira? Estas guitarras dizem-nos que sim.

Chega de saudade? Não. Outros afagadores de coração de tempos idos mostram tarimba. Parece Belle and Sebastian? Sim, tanto quando os Belle and Sebastian já se pareceram com os Feelies de The Good Earth.

Há cinco anos, os milagrosos Shins voltavam de prolongada ausência e faziam-se anunciar com um par de canções irresistíveis. Só que depois veio o álbum e, perdoem-me a expressão, que valente banhada. O sucessor do infeliz Port of Morrow está quase aí e, novamente, vem empurrado por mais um par de canções irresistíveis. A história até pode vir a repetir-se, mas esta lindeza já ninguém nos tira.

I'm free to do what I want any old time... (são os Molochs, e não se dirá por aqui mais nada)

Porque há sempre uma "nova" banda obscura que prova que já estava tudo feito em 1971.