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E tu, o que é que andas a ouvir? (versão inverno soalheiro, pós-listas)

Canções à margem, pistas para o futuro, um outro lado de 2016. Ou tudo o que só ouvi depois das listas dos melhores do ano

Comecemos com a primeira canção dos King Gizzard and Lizard Wizard pós-Nonagon Infinity, o melhor álbum-locomotiva de 2016. Deveríamos esperar outra coisa que não fosse um novo vício? Claro que não.

Ainda no departamento de ótimas canções após álbuns superlativos, mais uma delícia da holandesa Annelote De Graaf, isto é, Amber Arcades. Um bem-vindo prolongamento da pop aérea de Fading Lines, sob forma de uma surpreendente (e quase irreconhecível) versão do maior de todos, Nick Drake.

Saudades dos Walkmen mais easygoing e da voz projetada em esforço do seu cantor? Então temos isto:

Cass McCombs tem dias. E este, crepuscular, outonal, prenhe de melancolia, é dos (demasiado) bons:

E já que falámos em melancolia, Weyes Blood: ou como Anni-Frid (Frida) Lyngstad, a ruiva dos ABBA, poderia ter sido uma cantora de culto se cantasse Vashti Bunyan.

Vamos, algum dia, fartar-nos de uma cadência kraut-rock? NUNCA. Ultimate Painting mete o rapaz que tocava guitarra nos adoráveis (mas finitos) Veronica Falls e a música tem a boa pinta que aqui se ouve.

A canção de Brian Jonestown Massacre a que estou contratualmente obrigado. Um mimo.

Com guitarras assim o mundo estará sempre salvo do Mal. Desde os anos 80, bem sei.

Os eternamente über cool Raveonettes lançaram uma canção nova por mês. Esta é a mais roqueira e é também a melhor.

Punk rock e riot grrrl: ingredientes essenciais. Os americanos Priests têm novo álbum em janeiro e este bailarico era tudo o que estávamos a precisar.