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Bye bye YouTube!

A plataforma de vídeo streaming da Google está a ser batida sem apelo nem agravo pelo Spotify, Apple Music e Tidal. O mundo está mesmo a mudar

Os números chegaram ontem. E são, de certa forma, surpreendentes. O YouTube já não é a principal plataforma para audição de música. De acordo com os valores auditados para os primeiros seis meses do ano, nos Estados Unidos da América, não se pode dizer que o YouTube entrou num período de decadência. Até porque registou uma subida de 23% no número de streams que proporcionou aos seus utilizadores.

Acontece que o crescimento das plataformas de streaming de música, isto é Spotify e quejandos, foi de 108% se comparado com o período homólogo. Os números são da BuzzAngle, uma entidade respeitada nos meandros da indústria da música, e revelam que pela primeira vez na história o Spotify e a Apple Music são as principais plataformas de streaming, deixando num lugar secundário as plataformas de vídeo como o YouTube e o Vevo.

As plataformas de streaming registaram valores astronómicos: são 209 mil milhões de visualizações nos seis primeiros meses do ano, só nos EUA. Mas a verdadeira notícia é que são as plataformas de streaming audio que vai à frente: representam 55% do total. Mo primeiro semestre de 2015, esse valor era apenas 42%. Quem não acreditava que as plataformas como o Spotify e a Apple Music não conseguia converter os assinantes à borlas em subscrições premium pode ter sofrido um rude golpe com esta informação.

Até porque, vale a pena notar, todos os outros suportes para a música gravada estão em queda acelerada. A mesma BuzzAngle revela que álbuns, downloads, CD e vinil sofrem perdas que vão dos 9% aos 17%, revelando uma deslocação, que neste momento se afigura imparável, dos consumidores de música que preferem o streaming (onde apenas têm acesso à música) aos outros suportes (em que são os proprietários). A cada vez maior penetração dos smartphones e a sua utilização privilegiada para o consumo de música para chegar para justificar tamanha ruptura.

O serviço que uns e outros oferecem pode explicar o resto. As aplicações do Spotify e da Apple Music são bastante mais amigáveis que o YouTube. Se estivermos a pensar em telemóveis, a diferença é avassaladora. O serviço prestado, onde se inclui partilha de infindáveis listas, é suficiente para que os consumidores decidam. E neste momento parece que já escolheram.