A história dos My Bloody Valentine começa em 1984 em Dublin na Irlanda, quando Kevin Shields (guitarra) e Colm OCiosoig (bateria) formam uma banda com o vocalista Dave Conway e a teclista Tina. Com a formação definida, a banda partiu para Berlim onde tentou a sorte com o EP This Is Your Bloody Valentine.
De início o som da banda tinha muito pouco das características que tornaram os My Bloody Valentine uma banda de elevada aceitação pela crítica. Nos primeiros anos de carreira, a banda tinha um som de rock gótico e influência new wave, próximo de bandas como Sisters of Mercy e The Mission.
O primeiro EP teve pouca repercussão e em 1986 o grupo abandonou Berlim e restabeleceu-se em Londres, altura em que a baixista Debbie Googe se junta à banda. Naquele ano é lançado mais um EP, Geek!, pela editora Fever, que também teve reduzida divulgação e repercussão. No fim de 86 a banda assina com a Kaleidoscope Sound e lança o seu terceiro EP, The New Record By My Bloody Valentine, que começa a mostrar alguma mudança no som, com evidentes influências de The Jesus and Mary Chain.
No ano seguinte, mais EPs, e foram três somente em 1987. Sunny Sundae Smile foi o primeiro disco onde a banda começou a mostrar a mistura de melodias delicadas com forte distorção nas guitarras. Em Strawberry Wine e Ecstasy a banda estava definitivamente a formar a sua identidade, e com esses dois lançamentos, os My Bloody Valentine começaram a ganhar o reconhecimento da crítica pelo seu trabalho.
No fim de 1987, ocorreu uma mudança que definiu o rumo da carreira da banda: o vocalista Dave Conway deixa o grupo. Ele foi substituido por Bilinda Butcher, também guitarrista, cujo trabalho vocal etéreo se mostrou perfeito para o rumo da banda.
O potencial do novo som do My Bloody Valentine foi revelado no seu primeiro álbum, Isnt Anything, de 1988 já pela Creation Records de Alan McCgee. O disco foi aclamado pela imprensa britânica, e conquistou uma legião fiel de fãs. O impacto foi tão grande que chamou a atenção das grandes editoras norte-americanas, assegurando para a banda um contrato de distribuição nos EUA com a Sire/Warner.
Mais dois EPs foram lançados, Feed Me With Your Kiss e You Made Me Realise, que ampliaram ainda mais o culto dos My Bloody Valentine. Em 1989 a banda entra em estúdio para gravar o segundo álbum e é nessa época que começam a surgir bandas fortemente influenciadas pelo som dos My Bloody Valentine. Naquele ano, mais um EP, Glider, foi lançado, para gáudio dos entusiastas da banda. No embalo do sucesso, a editora Lazy lança uma compilação chamada Ecstacy and Wine, reunindo um LP as músicas dos EPs Strawberry Wine e Ecstacy.
Em 1990, o novo álbum da banda era um dos mais aguardados pela imprensa britânica, mas seu lançamento foi constantemete adiado, só ocorrendo em 1991. O atraso deveu-se essencialmente à preocupação perfeccionista de Kevin Shields, líder da banda, que levou horas e horas em estúdio a gravar e regravar o material.
Em 1991, a imprensa alardeava que o novo álbum, Loveless, já teria custado mais de $500.000,00, sendo assim de longe, o disco mais caro da história da Creation Records (rumores freqüentes afirmam que tal despesa foi uma das razões da falência da editora).
Finalmente, no final de 1991, Loveless foi lançado, tornando-se um clássico imediato, com uma recepção crítica praticamente unânime nos seus elogios. Atingiu a posição 24 de álbuns mais vendidos no Reino Unido e teve uma recepção também positiva nos Estados Unidos.
A edição de um terceiro álbum foi por diversas vezes adiada e a banda acabou por se desintegrar no final da década de 90 apesar de ter assinado contrato com a Island.
Surpreendentemente os MBV reuniram-se no último ano para inúmeros concertos com lotação esgotada. Os fãs continuam a aguardar pacientemente o lançamento do terceiro álbum...