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Nascido em Essex e criado no Wiltshire, Jamie Cullum, enquanto jovem, era obcecado por todos os tipos de música: rock, hip-hop, acid jazz, blues. Durante a adolescência, descobriu o Jazz através de artistas como Herbie Hancock e Miles Davis, mas mostrou também interesse nos álbums fenomenais de Steely Dan, comprados pelo seu irmão Ben (que toca baixo ao longo de Catching Tales). Quando estudava Inglês na faculdade começou a trabalhar como cantor-pianista, em qualquer sítio onde conseguisse um concerto: em cruzeiros, em bares, até em copos-de-água.
Aí moldou a sua personalidade explosiva em palco (gravada no DVD Live at Blenheim Palace, 2004) que,nos anos seguintes, lhe proporcionaria elogios no New York Times e na Variety. Na Primavera de 2003, quando a Universal Classics & Jazz assinou pelo talento em ascenção e o enviou para estúdio a fim de gravar Tweentysomething, ele já estaria pronto para os deveres – e alegrias – que o esperavam. Com Catching Tales, Jamie Cullum continua a redefinir onde estão delimitados os parâmetros da Pop e Jazz – na realidade, todos os géneros musicais. ‘No início, não pensava que certas canções tivessem lugar no que eu estava a fazer com o Jazz, mas percebi que tudo dá, e isso reafirma a minha crença de que o Jazz é a melhor plataforma para fazer o que se quiser. As pessoas perguntam-me porque toco Jazz. É porque se pode levá-lo a inúmeros sítios. Pode-se englobar Dance Music, Rock, música Pop, música Clássica, Funk, tudo…E posso tocar todas essas coisas neste álbum.’ ‘Esta é uma representação melhor daquilo que sou e daquilo que quero ser enquanto músico’, conclui. ‘A maneira como gosto de abordar a música é misturando as coisas e, felizmente, gosto de misturá-la com coisas com as quais as pessoas estão mais familiarizadas. Eu adoro música Pop, por isso combino Jazz e música Pop. Não porque queira torná-la acessível, mas porque é a música de que gosto. Apenas acho que tenho um ângulo de visão sobre ela, que as pessoas acham mais interessante.’
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