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BLITZ DE SETEMBRO HOJE NAS BANCAS
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BLITZ 51 nas bancas a 27 de agosto. Bruce Springsteen, Alice In Chains, Leonard Cohen, Brandon Flowers, M.I.A., B Fachada, Prog-rock, Julian Casablancas, Amy Macdonald, R.E.M, Interpol e álbum de fotos dos festivais em destaque. |
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BRUCE SPRINGSTEEN é o artista que ocupa a capa da BLITZ #51.
Num dos desafios mais complicados de que há memória, apenas uma leitora (que nos tenhamos apercebido) adivinhou quem está na capa da BLITZ de setembro (parabéns, pois, à menina_azul).
Aos 60 anos, está em topo de forma:
BRUCE SPRINGSTEEN
já não é apenas o "herói americano"; é um líder (político, quase) capaz de empolgar uma vasta plateia em qualquer parte do mundo.
Keith Cameron encontra o "eterno" Boss num hotel em Manhattan e, tequila puxa cerveja, os dois passam em revista quatro décadas de luzes e trevas, comandado pela voz firme de um "patrão" que só se quer aposentar quando já não se conseguir levantar para abrir a porta da "fábrica".
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São 11 páginas dedicadas a Bruce Springsteen, na BLITZ de setembro |
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O artigo sobre Bruce Springsteen, profusamente ilustrado com imagens de toda a carreira do Boss |
Em 1969, quando estava a iniciar a sua carreira musical, os seus pais mudaram-se para a Califórnia e deixaram-no em New Jersey. Sentia-se sozinho?
Não me lembro de me sentir sozinho. Tinha 19 anos. Tive a experiência invulgar dos meus pais se mudarem para longe de mim. Normalmente é ao contrário. Mas a minha irmã [Virginia] tinha 17, tinha acabado de ser mãe, então tinha muito mais preocupações que eu. Casou com um brutamontes, um tipo duro, do Sul de Jérsia. O meu cunhado é um tipo fantástico, mas era completamente louco quando era novo. Andava metido nos rodeos, a montar touros... O sul de Jérsia tem o rodeo mais antigo dos Estados Unidos. É um sítio chamado Cowtown, ainda lá fazem rodeos todas as semanas. Ele era jovem, acabou em cima dos touros, ainda viajou muito... Acabou por ficar com a minha irmã, ainda estão juntos... Mas para ela foi muito mais duro que para mim, porque era uma adolescente com um recém-nascido. Eu era só um adolescente com uma banda de rock. Era novo, e quando se é novo vai-se à aventura. O meu filho [Evan] tem 19 anos e não me telefona todas as semanas. Anda por aí a viver a vida dele. Liga-me quando pode e temos a habitual conversa de 30 segundos. "Como é que vai isso?", "Tudo ótimo, e contigo? Como estão as coisas em casa?", "Está tudo bem", "Isso é ótimo", "Sim, quando voltas?", "Não sei, talvez daqui a duas semanas", "Mal posso esperar", "Sim". (estala os dedos). E já está.
No lavar dos cestos, a BLITZ faz, este mês, um apanhado fotográfico dos
FESTIVAIS DE VERÃO
. É nestas páginas que deve procurar a melhor imagem do seu concerto favorito dos últimos meses ou mesmo, quem sabe, a sua cara sorridente no meio da multidão.
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Parte do álbum de fotos do Super Bock Super Rock... |
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... e parte do de Paredes de Coura |
Vem em breve a Portugal pela terceira vez em três anos consecutivos, mas a frequência das suas visitas não é motivo para que deixemos de celebrar
LEONARD COHEN
. Na BLITZ de setembro, conheça as histórias de mosteiro da lenda canadiana (que passou uma boa temporada num retiro zen) e leia tudo sobre as técnicas de sedução da voz de "Hallelujah", na primeira pessoa.
Alguma vez utilizou a sua voz como técnica de sedução? As vibrações da sua voz grave de barítono chegam mesmo até lá abaixo, ao clítoris...
(risos) Bem... usamos o que temos. É o que nós, homens, fazemos quando queremos seduzir uma mulher, certo? Trabalhamos com as ferramentas que o Senhor nos deu. Tive um grande sucesso com a minha voz. O gato de uma amiga muito chegada estava doente. E eu deitei-me ao lado do gato e comecei a cantar alguns dos "sutras" do mosteiro zen, com a minha voz grave... e o gato melhorou. E fiquei com a miúda (risos). Mas a sério, não acredito que qualquer homem tenha mesmo essa confiança toda no reino da sedução. Não acredito que alguém seja mestre dessa operação. Quase todos os homens são muito mais inseguros do que gostariam de admitir, e para eles, no fundo, nunca é certo que uma mulher se deixe levar pela sua técnica de sedução ou pelos seus encantos. É sempre uma surpresa agradável quando uma mulher nos dá acesso ao seu coração e ao seu ventre, e nos faz pensar que a nossa abordagem resultou.
BRANDON FLOWERS
saiu debaixo da asa dos Killers e avança agora a solo para um disco com nome de ave migratória:
Flamingo
era para ser um álbum eletrónico, mas as raízes falaram mais alto. Brandon Flowers, mórmon e pai de dois filhos, confessou o seu amor por Las Vegas a Mário Rui Vieira e não hesitou em descansar os fãs: os Killers vão voltar, mais fortes que nunca.
De Las Vegas para Portugal... Esteve em Lisboa no ano passado a tocar com os Killers. Há alguma coisa que lhe tenha ficado mais na memória?
Lembro-me muito bem de Portugal, aliás, penso que vamos voltar a Portugal. Recordo-me bem do concerto, porque começámos por tocar a "Spaceman" e o público não parava de cantar essa canção, portanto tivemos de tocá-la novamente. Nunca vou esquecer isso (risos). Adorei, foi muito divertido e um ponto alto para nós. Gostei muito da cidade também, fui ao Castelo [de São Jorge] e andámos ali à volta.
Nasceu em Londres, cresceu no Sri Lanka e tomou o mundo de assalto há cinco anos, com música que é ao mesmo tempo étnica e urbana e uma cartilha revolucionária que já lhe valeu ameaças de morte. Este verão, Maya Arulpragasam, a artista mais conhecida por
M.I.A
., esteve em Portugal e expôs a Lia Pereira o seu programa de ação. Promessa (ou ameaça?): ela não vai ficar por aqui. Rita Carmo fotografou uma das artistas mais badaladas do momento, sem os óculos de sol com que se protegeu durante a entrevista.
Diz que perdeu a sua fé nos media. Como é que, na sua opinião, as pessoas deviam obter informação sobre o que se passa no mundo? Ao invés da CNN, deviam consultar que canais de televisão ou que jornais?
Acho que as pessoas deviam criar [um canal de informação] todos os dias. A cena é essa: acho assustador que possas criar uma coisa, e que essa coisa, hoje, seja espetacular e no dia seguinte já tenha caído. Aborreces-te, tens de passar a defender a agenda de outra pessoa qualquer - isso acontece muito. A melhor coisa da internet é que podes começar um site novo todos os dias e podes ser completamente portátil, andando de um lado para o outro. De momento, devemos exercitar isso o mais que pudermos, porque em breve vamos deixar de poder fazê-lo. Para mim, que vivo estas coisas e digo o que penso, sinto que os media podem manipular as coisas. Fui à manifestação em Hyde Park [Londres], contra a Guerra do Iraque, e estavam uns dois milhões de pessoas lá. Fui para casa, liguei o televisor nas notícias e disseram que tinham estado 250 mil pessoas na manifestação. A partir daí, percebi que há uma diferença entre a verdade e o que é projetado para o mundo.
Aos 25 anos, é um dos mais prolíficos escritores de canções em português. Pelas pontes que lança entre pop e música tradicional, já foi comparado a António Variações ou Sérgio Godinho - com quem, de resto, acaba de trabalhar. À conversa com Lia Pereira,
B FACHADA
garante
que se limita a aceitar o seu destino: o de cantautor. Nos bastidores do Sudoeste TMN, Rita Carmo fotografou o artista, agora sem barba.
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O novo visual de B Fachada, que acaba de lançar um "disco de verão" |
Nascido em Cascais em 1985, B Fachada cresceu "no subúrbio" e vive em Lisboa, cidade que trata com algum sarcasmo, tanto nas letras das suas canções - no novo EP, "Joana Transmontana" é disso exemplo - como em entrevistas que aproveita para lamentar a superficialidade da vida alfacinha. À BLITZ, ele explica: "Lisboa é uma cidade com dimensões pseudo metropolitanas. Tem gente a mais, mas essa gente não se comporta como se estivesse numa verdadeira metrópole; não existe a competitividade, a exigência, a produção que tem de existir numa metrópole onde há gente a mais", denuncia. "Nós somos mamíferos e, como tal, devíamos viver de determinada maneira. Se vivemos de outra, isso teria de implicar em nós uma reação humana. A verdade é que, em Lisboa, a reação é muito desumanizada - é uma reação em massa, como se fôssemos insetos".
No
RETROVISOR
, a estrela é o
PROG-ROCK
. O rock progressivo não é uma mera curiosidade histórica do tempo do vinil - é um capítulo importante da história do rock com ramificações que se estendem até aos dias de hoje.
Rui Miguel Abreu sobrevive aos solos de órgão de 20 minutos e conta a história das bandas que
inspiraram os Muse, os Radiohead ou os MGMT.
Leia aqui um pequeno excerto do artigo:
A história é escrita pelos vitoriosos e sob esse ponto de vista, a acreditar na geração jornalística que se impôs na década de 80, o punk derrotou os velhos dinossauros do rock progressivo, condenando-os à extinção. Como o meteoro gigante das teorias de história natural que avançam explicações para o desaparecimento de colossos como o T-Rex (o bicho, não o grupo), o impacto do punk terá varrido tudo à sua volta, eliminando a pompa oca do prog e impondo a urgência vital do rock and roll sem artifícios. Adeus Rick Wakeman, olá Johnny Rotten. Dá jeito para escrever histórias breves da música, mas tem o inconveniente de não ser exatamente verdade. Os dinossauros (ainda) andam aí... No documentário Prog Rock Britannia produzido pela BBC 4 em 2008, argumenta-se que o rock progressivo é uma criação britânica, ideia igualmente defendida por Jim Derogatis - o autor de
Kaleidoscope Eyes
, livro sobre a história do rock psicadélico - num artigo publicado há cerca de uma década na revista Guitar World e onde se explorava a ideia da continuidade subterrânea do prog. Nessa peça, Derogatis cita Bill Martin, que assinou o livro
Listening to The Future: The Time of Progressive Rock 1968-1978
, e os seus cinco pontos que definem o género progressivo: 1. É visionário e experimental; 2. É tocado, pelo menos em parte significativa, em instrumentos associados ao rock; 3. É tocado, sobretudo, por músicos que têm capacidades avançadas ao nível instrumental e de composição; 4. É um fenómeno, no seu âmago, da cultura inglesa; 5. É expressivo de aspetos românticos e proféticos dessa cultura. Depois da British Invasion dos anos 60, depois dos Beatles, dos Stones, dos Led Zeppelin e dos Black Sabbath, a Inglaterra prosseguiu com a sua política de exportação, oferecendo ao mundo bandas comos os Yes, os King Crimson, os Genesis e os Emerson, Lake & Palmer (ELP).
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Rock progressivo: origens e descendência, na BLITZ de setembro |
Também os
P&Rs
da BLITZ de setembro apresentam um casting de luxo:
JULIAN CASABLANCAS
, dos Strokes, explica o que se passou antes do concerto do Super Bock Super Rock (um frango que lhe caiu mal no estômago, garante ele); Will DuVall, vocalista dos
ALICE IN CHAINS
, falou com a BLITZ sobre como é ser o último a entrar numa "banda de cabeçudos" e
AMY MACDONALD
, que esteve no Rock In Rio Lisboa e regressa em breve para um concerto no Coliseu de Lisboa, jura a pés juntos que é uma rapariga séria, não sisuda.
THE DRUMS
e
HURTS
, dois dos nomes mais aplaudidos no palco alternativo do Optimus Alive!10, são os
QUASE FAMOSOS
deste mês.
No
GUIA
, o destaque vai para o novo disco dos
INTERPOL
e para a reedição de
Rated R
, dos
QUEENS OF THE STONE AGE
. A reedição dos três primeiros álbuns dos
R.E.M.
é assinalada com uma crítica de página inteira.
Saiba também tudo sobre os mais recentes discos de Brandon Flowers, Feromona, Sun Kil Moon, António Zambujo, Wavves, Perfume Genius, Tom Petty, Sting, The Coral, Zero 7, Laurie Anderson, David Bowie (reedição do primeiro álbum), Eels, Pendulum, Stereophonics, Bypass, Pinto Ferreira, Tosca, Tricky, Big Boi, Nas e Damian Marley e ainda sobre a banda-sonora de
Eclipse
.
No
AO VIVO
, recorde o concerto de
MARK KNOPFLER
no Campo Pequeno.
A BLITZ de setembro chega às bancas na próxima sexta-feira, 27 de agosto, acompanhada como habitualmente pelo jornal Optimus/BLITZ. O preço de capa da revista é de 2,50 euros.
Artistas de A a Z
¤ Bruce Springsteen
tags: BLITZ setembro 2010, BLITZ 51, Revista BLITZ, Bruce Springsteen, Brandon Flowers, Leonard Cohen, M.I.A., B Fachada, Prog-rock, Interpol, Queens of the Stone Age, Alice In Chains, Julian Casablancas, Fotos Festivais Verão 2010, R.E.M.
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Notícia escrita por
LP
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