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O melhor de julho: saiba que álbuns fizeram história nas últimas semanas
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BLITZ destaca, na sua rubrica mensal, alguns dos discos que a redação mais ouviu - e/ou sobre os quais se debruçou - ao longo de julho. |
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Com a BLITZ de agosto já nas bancas (
capa: Eddie Vedder
), apresentamos na rubrica O Melhor de... alguns dos discos sobre os quais a nossa redação se debruça, de forma mais elogiosa, nas páginas da revista 74.
Nota: esta seleção inclui não só discos editados em julho, mas também os trabalhos abordados na mais recente edição da BLITZ e/ou álbuns que têm rodado com maior insistência nos nossos leitores de música.
Veja as nossas escolhas e diga-nos, também, o que tem andado a ouvir.
Escolhas de Lia Pereira
Beachwood Sparks - Tarnished Gold (editado a 26 de junho)
Os Beachwood Sparks são da Califórnia e nós, que nunca pusemos um pé na Costa Oeste dos Estados Unidos, não conseguimos imaginar outra proveniência possível para estas canções embebidas em mel e sol.
Tarnished Gold
é o primeiro álbum desde
Once We Were Trees
, de 2001, e ofusca no otimismo doce de canções como "Forget The Song". Se gostar, passe também por "Nature's Light" ou "Mollusk": eis aqui, ao seu dispor, um verão que nunca mais acaba.
Peixe - Apneia (editado a 9 de julho)
Conhecido como guitarrista dos Ornatos Violeta, Pedro Cardoso, aka Peixe, tem muitas facetas que vem explorando ao longo dos anos; além dos Pluto, onde também tocava com Manel Cruz, fundou os DEP (jazz) e os Zelig (carrossel mais livre), trabalhando ainda com a Casa da Música.
Apneia
, o primeiro a solo, é talvez, de todas as suas aventuras, a que mais no toca: sozinho com guitarra (quase sempre acústica, elétrica em três temas), e sem voz, Peixe oferece peças com cheiro a estrada americana ("Escape" e "Apneia"), quase sempre reminiscente do "fingerpicking" yankee mas lembrando, também, o fustigar de cordas de Norberto Lobo ("Improvisação #1") ou o calor dos Dead Combo ("Pêndulo"). Um disco que nasceu "por acaso", mas revela grande coragem e talento.
Escolhas de Luís Guerra:
Blur - 21 (editado a 30 de julho)
Trágico para quem foi comprando os discos todos ao longo dos anos - e a caixa que reuniu uma catrefada de singles, em 1999 -, esta mega-caixa pouco barata é também um festim para o fã arreigado ou para quem, recém-devoto, quiser ficar com tudo (e mais alguma coisa) de uma só vez. Há DVDs para desfrutar, mas centremo-nos na música. Lembra-se de "Far Out", o pequeno tema cantado pelo baixista Alex James, em
Parklife
? Teve uma versão "speedada" que, mesmo inferior à concisão do original, merece ser ouvida.
Smashing Pumpkins - Pisces Iscariot (editado a 16 de julho)
Houve uma altura em que a veia criativa de Billy Corgan extravasava para os lados-B de singles.
Pisces Iscariot
, compilação de raridades lançada em 1994, entre
Siamese Dream
e
Mellon Collie
, é muito apreciada por fãs e percebe-se porquê: estão aqui os Smashing Pumpkins na sua vertente mais pura, capazes de conciliar a melodia inevitável com a dormência essencial das guitarras, num efeito quase próximo do shoegazing. "Starla" (outra face do single "I Am The One", 1992) ouve-se muito bem, vinte anos depois. Está, claro, incluída na reedição (expandida) de
Pisces...
.
Escolhas de Mário Rui Vieira:
Twin Shadow - Confess (editado a 10 de julho)
Ao segundo álbum, George Lewis Jr. atira-se com garras de fora a uma sonoridade mais sedutora e fresca que aquela que tinha explorado no respeitoso debute,
Forget
. Este
Confess
, apresentado pelo poderoso "Five Seconds", é feito de canções pop negras, buriladas até à perfeição, que guardaremos, com certeza, no baú das melhores recordações deste verão de 2012. Temas obrigatórios: "Golden Light", "Patient", "I Don't Care" e "Be Mine Tonight".
Fiona Apple - The Idler Wheel Is Wiser... (editado a 19 de junho)
Foram muitos anos de espera, mas Fiona Apple não desiludiu. Ao quarto álbum, conhecemos uma escritora de canções mais madura e uma cantora que domina na perfeição uma voz agora menos dada a grandes explosões.
The Idler Wheel Is Wiser...
é uma coleção de canções intensa que tem como pontos fortes temas como "Left Alone", "Periphery" ou "Regret".
Escolhas de Rui Miguel Abreu
Frank Ocean - Channel Orange (editado a 10 de julho)
Para lá das saídas de armário está a música e essa merece toda a nossa atenção. Frank Ocean ergueu-se de um arranque em falso da sua carreira, aliou-se ao colectivo Odd Future, ofereceu
Nostalgia Ultra
e ganhou um passaporte para a galáxie Kanye/Jay-Z. E agora está aí, a aguardar que os aplausos chovam.
Nas - Life Is Good (editado a 13 de julho)
Como Marvin Gaye, como Kanye West ou como Drake, também Nas encontra numa separação amarga o combustível certo para a inspiração e oferece-nos um álbum onde as suas rimas reencontram a imaginação acrobática exibida nos mais luminosos momentos da sua carreira.
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Notícia escrita por
LP
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