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Desde já esclareço qual é a minha opinião sobre este tema: sou contra.
Sou claramente a favor dos CDs como formato de lançamento de música por vários motivos que explicarei em seguida, no entanto, não sou contra os outros formatos.
Para mim o formato ideal é o CD. Porquê? Primeiro e principal motivo, tendo eu muitos, mas mesmo muitos CDs, e sendo professor, torna-se muito mais prático transportar CDs todos os anos de um sítio para o outro, do que seria transportar em vinil, e apesar de até achar prático o formato digital, tenho que ter algo em formato físico, gosto de ter algo de "palpável", que se possa manusear.
Outro ponto a favor para mim são as edições especiais que sempre vão aparecendo em formato CD, com extras diversos, ou simplesmente com um DVD extra. Os formatos vídeo não são possíveis de colocar em vinil, pelo menos acho eu que não, logo que outra forma poderia haver de inserir destes extras nas edições de vinil? Colocando tudo em edições mais duras, com caixa externa, aumentando logo de forma drástica o seu custo, obviamente. Tenho inúmeras edições deste tipo: Beck - The Information, Hurts - Happiness (Deluxe Edition), Jeff Buckley - Grace (Legacy Edition) e Live at Sin-É (Legacy Edition), Micro Audio Waves & Rui Horta - Zoetrope; só para citar algumas. O desaparecimento do CD não levará de certa forma ao desaparecimento também de edições com algo mais?
E edições especiais que aprimoram o aspeto visual do objeto musical? Querem exemplos? Devendra Banhart - Smokey rolls down thunder canyon, que vem acompanhado de um belíssimo livro em papel que parece ser reciclado; Fiona Apple - The idler Wheel is wiser..., que vem num formato como se fosse uma agenda com escritos, desenhos e pinturas da sua autoria como se tratasse do seu bloco de apontamentos; Massive Attack - Singles 90/98, junção de onze CDs singles, numa caixa sensível ao calor, que muda de cor, nos lugares onde lhe tocámos; Tori Amos - The Scarlet's walk, que relata uma viagem pelos Estados Unidos e como tal vem com o mapa do país com os caminhos percorridos pela personagem criada para o álbum, com fotos polaroid, autocolantes, e até, no caso da minha edição, uma pequena tartaruga em metal; ou, último exemplo aqui citado, um exemplo nacional, Wordsong - Pessoas, que traz além do CD, um DVD e um livro com os poemas de Fernando Pessoa em que se basearam para o álbum.
Será tudo isto facilmente viável ou justificável noutros formatos além do CD? Não sei.
A polémica do desaparecimento do CD só tem uma razão de ser, a pirataria. Como o CD pode ser facilmente pirateado, e ainda não arranjaram uma solução infalível para o problema, então acaba-se com o problema eliminando o formato.
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Pode acabar à vontadinha.
Preferir, prefiro sempre o vinil. Mesmo se e quando os tiver de transportar.
Hoje em dia, acedo mais depressa aos vídeos na Internet no que em dvd.
"O desaparecimento do CD não levará de certa forma ao desaparecimento também de edições com algo mais?"
Não. A caixa do 3 dos Portishead, a caixa do File Under Sacred Music dos Cramps, o nocturne de Siouxsie and the Banshees com as capas interiores de cores diferentes, o Hyaena de Siouxsie and the Banshees com a capa em relevo, o Amateur em vinil amarelo de The Legendary Tigerman, o Bad As Me de Tom Waits com o livro "gigante" de 16 páginas, são alguns dos milhares de exemplos que existem em vinil...
"E edições especiais que aprimoram o aspeto visual do objeto musical? "
as edições em vinil dos Sonic Youth, por exemplo. Algumas, para além dos aspecto visual ainda incluem gravações ao vivo extra.
Ou o Kiss Me Kiss Me Kiss Me dos The Cure, com um LP extra com os lados b da altura, em vinil laranja...
"Massive Attack - Singles 90/98, junção de onze CDs singles, numa caixa sensível ao calor, que muda de cor, nos lugares onde lhe tocámos; Tori Amos - The Scarlet's walk, que relata uma viagem pelos Estados Unidos e como tal vem com o mapa do país com os caminhos percorridos pela personagem criada para o álbum, com fotos polaroid, autocolantes, e até, no caso da minha edição, uma pequena tartaruga em metal;"
por acaso, também tenho estas edições. Tenho a impressão que a dos Massive foi editada em vinil. Pelos menos os 12" foram.
Seja como for, tudo vai do que me for acessível. O formato é irrelevante.
Se apenas os CD's permitem bónus ou edições especiais? Surpreendentemente, hoje em dia só os downloadas no iTunes ou as edições em vinil é que parecem conter os tão desejados extras (um bom exemplo disso é o próximo álbum de Cat Power, Sun).
Não creio que a censura da pirataria seja a solução. Claro que o meu caso pode ser raro, mas eu sinto-me tanto mais à vontade para comprar CD's quanto mais mp3's do álbum tiver ouvido anteriormente. O facto de poder pôr músicas de forma gratuita no meu leitor mp3 e ouvi-las sistematicamente faz-me sentir mais segura das minhas compras...
De resto bom artigo; e cá por mim, irei defender os CD's junto dos meus companheiros ;)
E se acabassem com o cd, acho que a pirataria ainda aumentava mais...
Primeiro porque um vinil seria bem mais caro que um cd, e depois porque não é preciso um cd para piratiar seja o que for, qq album que se faça vai existir sempre em formato digital, e a partir dai qq um pode fazer as suas copias...
Por isso viva a todos os tipos de formatos, excepto aqueles que não são palpáveis ;)
Ou seja, uma edição regular de um CD,com uma caixa plástica vulgaríssima e muitas vezes apenas com um pequeno encarte onde nem estão disponíveis as letras não justifica,nem de perto nem de longe, os 15 a 20€ que pedem por eles.
Desse ponto de vista,essas edições especiais,especialmente aquelas que são acompanhadas pelo respectivo DVD, foram já uma reacção das editoras às vendas sofríveis desse suporte.
Pelas razões que apontas,também o elegeria como o meu suporte preferido.
No entanto,prefiro o vinil.Porque é da minha geração e ainda conservo muitos exemplares em vinil mas também pela beleza e minúcia do grafismo que se perderam com o CD.
Acredito que o CD regular tenha os dias contados.Irão sobreviver as tais edições especiais, acompanhas de DVD,Livro,Revista e que mais se inventar.
O vinil não desaparecerá nunca. A venda de música em suporte físico pode levar ainda uma machadada maior que a que tem sido infringida nos últimos anos mas não desaparecerá nunca.Sabes porquê? Porque existem nichos de mercado que nunca se submeterão à ditadura do digital. Um bom apreciador de Jazz não ouve os seus artistas de eleição no PC.Nunca.Tal como alguns fãs de Heavy Metal ou música clássica.