Rock In Rio Lisboa 2012: reportagem do 5º dia (03/06), com Bruce Springsteen e Xutos & Pontapés [texto + fotos]
81 mil pessoas no Parque da Bela Vista, segundo a organização. Bruce Springsteen "limpa" a concorrência. James dão "concertaço". Ricky Wilson, dos Kaiser Chiefs, faz slide. Xutos em forma.
Palco Mundo (início 19h00)
Bruce Springsteen & The E Street Band
Xutos & Pontapés
James
Kaiser Chiefs
Palco Sunset Rock in Rio (início 17h00)
Rui Veloso + Erasmo Carlos
David Fonseca + Mallu Magalhães
Carminho + Pedro Luís
Tan Bionica
Electrónica Heineken (início 21h00)
DJ Harvey
DJ Vibe
Dop Live
DJ Dixon
Stereo Addiction
MC Johnny Def
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18h32 - Enquanto a música não sobe ao palco Mundo, a "população" (numerosa) distribui-se pelas atuações de parcerias de música lusófona no palco Sunset e os múltiplos "postos" de patrocinadores com oferta abundante de brindes e outra "memorabilia". Particularmente concorrido parece o cabeleireiro "radical", onde quem vê o seu cabelo cortado terá de pensar duas vezes antes de entrar no local de trabalho amanhã. Dentro de 28 minutos a música dos ingleses Kaiser Chiefs deverá começar a sair das colunas do palco Mundo. Vamos estar lá para contar como foi.
19h54 - Os
Kaiser Chiefs
terminam mais um concerto suado em Portugal, aquele em que Ricky Wilson, o enérgico vocalista, resolveu - também ele - dar uso ao "slide" que faz a travessia aérea de um lado ao outro da plateia do palco Mundo (mas já lá vamos). Notámos, contudo, uma reacção menos efusiva pela parte do público do que noutras ocasiões. Não é de estranhar: o último álbum do grupo inglês,
The Future is Medieval
, passou algo despercebido entre nós, não obstante o marketing envolvido. Recorde-se que o álbum foi lançado através da internet e o alinhamento do mesmo decidido por cada fã, a partir de um número considerável de canções (a coisa depois envolvia adquirir o disco, em formato digital, e poder revendê-lo, mas tinha mais piada - e perspectivas de proveito - em teoria).
Ricky Wilson e companhia entraram ao som de "Money For Nothing", dos Dire Straits, momento desconcertante que seria interrompido às primeiras notas da tensa "Never Miss a Beat", logo seguida do êxito "Everyday I Love You Less and Less", memórias de
Employment
, álbum de estreia de 2005 que é, ainda hoje, o melhor cartão de visitas dos Kaiser Chiefs. Percebe-se a intenção subjacente em não guardar um dos melhores trunfos para o fim, no momento de consagração: sob o quente sol deste início de Junho e com o público em trânsito dentro do recinto, os Kaiser Chiefs precisam de agarrar a audiência. Pena que o som, mal equalizado, não deixe ouvir as subtilezas, insistindo na proeminência da bateria sobre todos os outros instrumentos.
Em palco temos o Ricky Wilson do costume, "bife coradinho" de blusão de ganga e calças justas, vontade de saltar acima da média e alguma tarimba no manejo do tripé do microfone. Em palco temos também uma espécie de resumo da pop britânica desde que se conhece, com ecos dos Kinks, Buzzcocks, XTC e Blur (décadas de 60, 70, 80 e 90 a responder) a somarem-se numa música vitaminada. Só que a personalidade dos Chiefs parece ter-se perdido ao longo dos álbuns subsequentes à estreia e apreender esta pop brit (ou britpop?) século XXI é como estudar pelas sebentas: dá para safar o exame, mas os manuais "a sério" ficaram por ler.
Na plateia, a profusão de t-shirts de Xutos & Pontapés não engana: Kaiser Chiefs e James abrirão para os Xutos; os Xutos abrirão para o Boss. As contas são mais ou menos estas e só com "Ruby" os Kaiser Chiefs se aproximam de obter uma reacção. "Angry Mob", canção em dois momentos que termina num quase coro grego antecipa o momento que "salva" a tarde para as hostes de Leeds:
Wilson, microfone em punho, sobe à "estação" de onde os intrépidos se jogam em slide
, deslizando como manteiga ao longo de uma corda comprida que liga um dos extremos da plateia do palco Mundo ao outro. Câmaras fotográficas e telemóveis ao alto: está encontrado o primeiro momento alto da noite - e apesar de Wilson continuar a cantar, a coragem é, aqui, pouco musical. No final, com "Oh My God", junta-se ao povo e brinca com as câmaras, de cachecol da Selecção ao pescoço. Concerto bem intencionado, mas um dos menos memoráveis dos Kaiser Chiefs entre nós.
21h29 - Os
James
guardam "Sit Down" para o fim. A haver justiça, a história deste Rock in Rio não estará bem contada sem este grande concerto da banda de Tim Booth. Mais detalhes já a seguir.
21:30 - Os ingleses James despedem-se com "Sit Down" e uma boa percentagem das 75 mil pessoas que entraram até agora (dados da organização) de braços no ar, em celebração. A hora e picos que esteve para trás terá sido um dos melhores nacos de música a que já pudemos assistir na edição deste ano do Rock in Rio. Fundada em 1982, a banda liderada por um entusiasmado Tim Booth fez desfilar os maiores êxitos de uma carreira de 30 anos. Em palco, vimos um grupo perfeitamente sintonizado com os seus melhores propósitos: um espetáculo assumidamente revivalista com algumas das canções mais presentes no espectro radiofónico das últimas décadas. E, se concretizações forem necessárias, do "lado bom" do espectro radiofónico.
Dito assim, parece que vangloriamos em demasia o "mercado da saudade". Não se trata disso. Trata-se de reconhecer a estampa de um espectáculo engendrado para satisfazer as expectativas de um público, ainda assim, heterogéneo (Xutos & Pontapés, James, Kaiser Chiefs e o "Boss" não fazem propriamente música da mesma cepa) e que, como vimos no concerto dos Kaiser Chiefs, não levantam poeira apenas com boas intenções.
A meio do palco, um Tim Booth a quem o chavão "igual a si próprio" assenta sem prejuízo: o homem parece o mesmo há, pelo menos, dez anos! Careca, magro, com a voz afinada (o exagero de agudos que exigem "Laid" ou "She's a Star...) e, não é novidade, o povo na mão nos pequenos (e não forçados) gestos, como a descida às grades, os plenos pulmões exercitados no meio do povo, as breves mas incisivas palavras entre música.
"Ring The Bells", "Laid" e "She's a Star" enfileiram-se logo de início, namorando o público. Este mesmo escriba já viu os James uma mão cheia de vezes e garante: poucas bandas pop com trinta anos em cima conseguem este equilíbrio tão airoso entre consistência e competência de palco, noção de entretenimento e o fogacho com a multidão. E depois há Tim Booth, o elo perdido entre Bono, Michael Stipe e um jovem Morrissey, cavalheiro de 52 anos com vontade (e argumentos) para parecer ter menos 15, portento de genica e domínio vocal acima de quaisquer suspeitas.
"Gettin' Away With It" e "Out To Get You" (a começar mansa, mas acabar em festim folk irlandês, com o violino de Saul Davies a ziguezaguear) mostram os James na faceta de criadores imaculados de "épicos portáteis", canções capazes de provocar arrepios (bons) em quem as quer, por um momento, tornar suas - e há mérito nisto. Quando não canta, Booth gesticula espasmodicamente, uma imagem que mantém desde o início de carreira - e desde alguns dos primeiros "casos de amor" com Portugal, lembrando dois concertos entre nós nos idos de 1993 (com a primeira parte cumprida por uns tais Radiohead).
Do primeiríssimo álbum (
Stutter
, de 1986) ouve-se "Johnny Yen", em forma de marcha, e o tema-título. Depois, Booth aproveita para recordar os tempos em que tinha 16 anos, era punk e os seus artistas de referência eram todos "auto-destrutivos", referindo-se aos Sex Pistols e a Iggy Pop. Um ano depois, conta, um amigo arranjou-lhe um bilhete para um concerto em Birmingham, que Booth foi ver algo a contra-gosto. Mas não se fez difícil: às primeiras canções, a banda em questão põs-lhe um sorriso permanente nos lábios. Pausa. Era Bruce Springsteen & The E Street Band. Aplauso colectivo.
22h21 - A banda de Zé Pedro, Kalu, Tim, Cabeleira e Gui tem o Parque da Bela Vista por sua conta. As glórias nacionais abriram com "Contentores" e, atendendo à energia de palco dos veteranos mais queridos do rock nacional, os óculos escuros de Tim já devem estar embaciados (elogio).
23h02 - Os
Xutos & Pontapés
, "banda de estimação" do Rock in Rio diz adeus ao som daquela que - pelo menos para o autor destas linhas - não estará longe de ser uma das suas composições menos auspiciosas. Falamos de "P'ra Sempre", balada melosa pontuada por aqueles solos de guitarra capazes de desentupir uma pia em 4 minutos e a pedir uma vocalização "lá em cima" que Tim já não é capaz (alguma vez foi?) de aguentar. Mas isso somos nós, que o público da Bela Vista prefere - e não o faz mal - aplaudir a entrega sem limites da única banda rock portuguesa capaz de aguentar uma empreitada deste calibre.
Abrindo com a carga pronta e metida nos "Contentores", o grupo português fez desfilar, de seguida, outros seis monumentos incontornáveis do cancioneiro pop/rock português. "Não Sou o Único", "À Minha Maneira", "Barcos Gregos", "Homem do Leme", "Remar Remar" e "Circo de Feras" constituem uma sequência impressionante; o empenhamento do grupo e - reconheçamos - o brilhantismo com que devolve ao público um espectáculo rock com o equilíbrio certo de profissionalismo e fantasia (entenda-se: fazer acreditar que "isto" é verdade) é de assinalar.
Pausa para "Perfeito Vazio", cornucópias de João Cabeleira (ou a canção-solo de guitarra) e uma "segunda parte" menos acelerada, apesar de não esquecer "Dia de S. Receber" (punk dos sete costados), "Chuva Dissolvente" (o único tema memorável do difícil início dos anos 90) e "A Minha Casinha", entoado por todos.
Esta, repetimos, é a única banda rock portuguesa capaz de "agarrar" uma "moldura humana" desta dimensão. Mérito dos Xutos, demérito (ou desinteresse ou incapacidade) de todos os outros. E o público sabe recompensá-lo, porque Xutos no Rock In Rio é como a Selecção em Europeus e Mundiais: é só de dois em dois anos.
23h30 - Diz-se aqui que Bruce Springsteen & the E Street Band deverão subir a palco dentro de dez minutos, perante 81 mil pessoas (números da organização). A reportagem BLITZ abandona o teclado para voltar mais logo. Mas vai estar atenta.
02h30 - O fogo de artifício musicado com - cortesia "Boss" - "Twist and Shout", popularizada pelos Beatles, marca o fim do concerto de
Bruce Springsteen
e do Rock in Rio Lisboa 2012. Em regime "nonstop", o "Boss" guardou êxitos como "Born In the USA", "Born to Run", "Glory Days" e "Dancing in the Dark" para o fim, rematando com brilhantismo uma atuação inexcedível de entrega, emoção e pleno domínio das massas. A "história" do concerto dentro de momentos.
Colete negro sobre camisa também escura, a habitual Telecaster amarela e preta nas mãos, como se de uma ferramenta de trabalho se tratasse (e, vistas bem as coisas, será mesmo), a voz é rouca mas definida, encorpada e - dentro da rispidez que lhe é característica - com várias nuances. Pouco depois da meia-noite, o maior palco do Rock in Rio é de Bruce Springsteen que, naturalmente, não está sozinho. Bruce - ou "Boss" para os amigos e fãs, que são muitos - trouxe a "família", uma banda tremenda a que deu o nome de E Street, cúmplice desde 1972 em inúmeras aventuras (e boas acções) em nome do rock.
Aos 62 anos, este nativo de Nova Jérsia tem a eterna aparência de um irmão mais velho, uma juventude que a idade desmente mas não faz esmorecer. Em impecável forma física (cantar, tocar, correr, entreter durante duas horas e meia não será para todos), o "Boss" deu aquele que será, salvo melhor opinião, o melhor concerto desta edição do Rock in Rio. Também se arrisca a ser um dos maiores, dada a profusão de músicos e cantores em palco, dos parceiros de longa data (Nils Lofgren e Steven Van Zandt, nas guitarras; Garry Tallent no baixo; Max Weinberg na bateria; Roy Bittan nos teclados, para falarmos só do "núcleo duro"), ao coro gospel e à secção de metais...
O final, como se disse antes, foi apoteótico (a concentração de êxitos ajudou), mas o arranque não lhe ficou atrás, com uma muito apetecível "We Take Care of Our Own" (de
Wrecking Ball
, o último álbum) a ecoar os teclados típicos do Bruce de final dos anos 70, e o "Boss" a trocar perdigotos ao microfone com (ou "a fazer coro à bruta com", se preferirem) Steve Van Zandt, uma constante ao longo da atuação.
Para mostrar que há álbum recente na praça, "Wrecking Ball", o tema-título segue-se sem pausas, reforçando uma toada "big band" e um retrato "working class" atualizado para todas as crises do século XXI, trespassado por uma vaga ironia que camufla (bem) uma nesga de otimismo (quase como se dissesse, veladamente, que "isto está mal, mais ainda há de melhorar").
Ao terceiro tema percebe-se que se está a assistir, também, a uma aula de história do rock. Do essencial
Darkness On The Edge of Town
, de 1978, apresenta-se "Badlands", a história de um homem que procura melhor sorte e, novamente, um retrato das relações sociais a partir de "baixo":
"Poor man wanna be rich / Rich man wanna be king / And a king ain't satisfied / 'Til he rules everything
. Deixamos de reparar na letra por um segundo: o que se ouve aqui é um som colossal, pesado e avassalador, reforçado pelo saxofone herdado do "Big Man" pelo seu sobrinho, Jake Clemons.
Em "My City of Ruins", tema que encerra
The Rising
, de 2002, encontramos uma muito vincada espiritualidade soul/gospel. É "sobre as coisas que ficam para sempre", diz Bruce nas primeiras palavras (em português) que dirige à plateia. Há um andamento muito "Tracks of My Tears", de Smokey Robinson, uma religiosidade que não se pressente nos temas mais "uptempo", mas que aqui enreda a vasta plateia. A apresentação da banda, demorada mas efusiva ("I wanna know who's in the house tonight!", repetiu Springsteen, referindo-se tanto ao público, entretanto iluminado, como à sua própria banda), permitiu assinalar a ausência da mulher do "patrão", Patti Scialfa - "a Maria está em casa com as crianças e manda cumprimentos", esclareceria Springsteen em esforçado português.
"Viemos com uma missão", avisa Springsteen. Uma missão que consiste, entre outras coisas, em "estimular os órgãos sexuais com o poder do rock'n'roll", esclarece logo. Não é só garganta. Os poderes de Springsteen são tão variados que em "Spirit In The Night" ousa descer novamente junto ao povo, partilhando com ele, iluminado por um foco de luz, a intimidade das notas de um piano. E porque se fala em piano, diga-se que "Because the Night", a canção que se seguiu, demorou a ser reconhecida, provavelmente porque é mais popular entre nós na interpretação (respeitosa) dos 10.000 Maniacs (que, por sua vez, pegam na versão de Patti Smith, a quem Springsteen ofereceu a canção, no final dos anos 70).
Entusiasmante, "No Surrender", de
Born In The USA
, assume-se como rolo compressor do melhor estilo Springsteen, uma espécie de "Boss para principantes", canção que o músico fará sempre mais uma vez sem pena agravada. Um cartaz recolhido no público pelo artista anuncia "She's The One", memória de
Born To Run
recebida novamente com alguma apatia em nada coincidente com a folia em palco, onde um Springsteen entregue à harmónica quase explode de vermelhidão. Notamos, por esta altura, algum êxodo: ouvimos várias vezes o argumento "amanhã é dia de trabalho", ainda que a nós - que já espreitámos previamente o alinhamento (não exatamente igual, percebemos depois) - nos custe ver partir quem, porventura, ficaria feliz com o que haveria de vir (o remate final do concerto, em regime de mini-best of).
A empatia regressa com "I'm On Fire", de
Born in the USA
, álbum de sucesso absoluto no biénio 84/85 nacional, e uma "Shackle and Drawn" a reintroduzir a proeminência do coro soul, oportunidade para nos apercebermos do som verdadeiramente definido que nos chega aos ouvidos, a larguíssimos metros da frente de palco. Em "Waiting on a Sunny Day", que começa com as guitarras acústicas entrelaçadas de Bruce e Little Steven, há um sentimento de apaziguamento que os coros "ooh la la", reminiscentes do final dos anos 50, ajudam a idealizar; mas também há um solo (mais) quente de sax, e um convidado inesperado:
uma criança que Springsteen chama a palco e que entoa alguns versos da canção num número combinado
. Acabou ao colo do "Boss" e leva uma história para contar.
Com mestria na gestão das "temperaturas", Springsteen "despe" a E Street Band para "The River", a começar só com guitarra e voz, e uma pluralidade de outras vozes que se juntariam depois, em coro. Atrás de nós, três homens-barril (os rapazes da cerveja ambulante) fumam cigarros e recusam pedidos (barril vazio ou saco cheio, ao cabo de cinco dias?). Ouve-se "The Rising" e "Lonesome Day", num regresso duplo a 2002.
"We Are Alive", uma "campfire song" do último álbum, é pretexto para Bruce Springsteen falar da perda de empregos e de casas que assolou a América aquando da crise financeira desencadeada pela falência da Lehman Brothers. É uma canção "assombrada", de mortandade, povoada de fantasmas dos oprimidos. Depois de um "tive muitas saudades" (Bruce não vinha a Portugal desde 1993), algum alheamento surpreendente por parte do público em "Thunder Road", quebrado por uma entrada sem aviso nem preparo (se não contarmos com um "here we go") de "Born In The USA", hino entoado por uma multidão mais propensa aos "hits" do que ao cimento que constrói uma carreira. Voamos até 1984 com uma voz crispante, sintetizador em loop, tudo rematado com um trovão de Max Weinberg.
Agora não há pausas. Entra em cena "Born To Run", quase colada à sua "irmã mais nova", verdadeiro "template" do "Boss" celebratório, teclados em cascatas, as palavras ditas e repisadas como mandamentos (
"Oh honey, tramps like us / baby we were born to run"
) e aquele riff que vale ouro. Mexe-se o público e ainda mais com "Glory Days", povo ululante num final em crescendo que teve o seu apogeu em "Dancing In The Dark" (com duas espetadoras a dançar em palco), a canção com que muito boa gente (este que vos escreve incluído) descobriu Bruce Springsteen, imortal herói americano. Grande, grande concerto.
Texto:
Luís Guerra
Fotos de:
Rita Carmo/Espanta Espíritos