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Os perpetradores, desta vez, foram Siouxsie Sioux em todas as vozes e sinos na Obsession; Steven Severin no baixo, no órgão na Painted Bird e na guitarra de seis cordas no Slowdive; John McGeoch nas guitarras, nos teclados no Cocoon, Circle e Cascade e gravador na Green Fingers; Budgie na bateria e percussões, harmónica no Slowdive.
Nas secções de cordas, contribuíram também Caroline Lavell, Anne Stephenson e Virginia Hewes.
A produção foi de Siouxsie and the Banshees, a engenharia do som do Mago Mike Hedges. O álbum foi gravado entre Junho de Agosto de 1982.
Sobre o título do álbum, Siouxsie disse "na altura, vimos uma série sobre os anos 20 e 30 e sobre um bordel de luxo americano. Nesse bordel podiam encontrar-se réplicas perfeitas das estrelas da época; mulheres perfeitamente reproduzidas como a Mae West, por exemplo. Era um prostíbulo de grande luxo e exclusividade, que existiu mesmo."
A capa do álbum, tal como as dos singles correspondentes, é inspirada no trabalho de Gustav Klimt.
Em três décadas, muito foi dito e escrito sobre este disco e ainda mais ouvido.
Por exemplo mínimo, posso pegar numa frase de Paul Morley - outro eterno bansheemaníaco - que dá uma boa ideia:
"Eles não faziam álbuns no sentido tradicional do rock."
Depois do êxito comercial e artístico do álbum anterior, Juju, a polydor considerava que os Banshees tinham boas hipóteses de se tornarem uma boa banda de guitarras.
A resposta do grupo foi fazerem um disco que fosse completamente antagonista a tudo o que tinham feito no Juju ou mesmo nos trabalhos anteriores. Usaram secções de cordas e guitarras que não parecem guitarras...
Só ouvi este álbum anos depois de ter sido lançado e foi, talvez o sexto álbum que ouvi dos Banshees, não por ordem cronológica. Quando o descobri, não me parecia possível que existisse um álbum assim.
A primeira reacção foi "vou roubar este álbum a quem mo emprestou". Mas depois pensei que não gostaria que me roubassem o Hyaena, em contrapartida... por isso, contentei-me com o possível. Anos depois, na primeira oportunidade comprei o cd e, anos depois, o vinil. Uma das cópias veio da Noruega.
O que me levou a este disco foi o nocturne, o primeiro álbum que apanhei dos Banshees. Este A Kiss In The Dreamhouse é o que inclui as versões de estúdio de Melt!, para mim para sempre associado ao Império dos Sentidos de Nagisa Oshima, Cascade, que também pode ser uma ode aos amores não correspondidos, Slowdive, um autêntico cúmulo da espontaneidade no Rock e Painted Bird, com uma menção ao Mestre Hitchcock.
De todo o catálogo de Siouxsie and the Banshees, A Kiss In The Dreamhouse é o que mais mereceu a real remasterização. O nível de gravação no vinil foi muito baixo. Ou melhor, este e os restantes que não foram "remasterizados"...
Quanto às canções, propriamente ditas, o melhor é, como sempre, ouvi-las... tentar descrevê-las, sequer, é completamente supérfluo.
"can you feel this beat - it's an obsessive heart-beat"
Obsession
lyrics: Siouxsie Sioux
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