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que começou de trás para a frente.
Gira abriu o ciclo de canções com Jim, do último álbum dos Swans, My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky, e fechou o ciclo com uma das canções que para mim representa outro dos meus inícios, já há duas décadas, pelos menos, que é God Damn The Sun, do álbum mítico, The Burning World.
Pelas várias memórias que se foram construindo ao longo da hora e meia de concerto, ouvimos canções que começaram envelhecidas há vinte e três anos e que continuam felizmente a envelhecer.
Neste ponto no tempo é curioso pensar no percurso de Michael Gira, que está visceralmente ligado ao dos Swans, e na forma como Gira começou a trabalhar o som a partir de dentro, de uma forma essencialmente visceral. Tendo em conta todo esse passado, não seria de estranhar a capacidade de arrebatamento que o músico consegue, sozinho em palco, só com uma guitarra. O facto é que continua a impressionar.
Não há muitos músicos que consigam apresentar versões acústicas das suas próprias canções, só com voz e guitarra. Isso é outro facto.
Entretanto, este mês foi relançado o álbum ao vivo We Rose From Your Bed With The Sun In Our Head, em versão digipack deluxe, que inclui material da digressão de 2010/2011, que também passou por cá. Espero que a do The Seer tenha a mesma atenção... sff.
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