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O suicídio de Brad Delp, falecido vocalista dos norte-americanos Boston, volta a dar que falar e é avançada uma possível explicação: o músico ter-se-á suicidado - fechado na casa de banho, inalando fumo de dois grelhadores a carvão - nove dias depois de Meg Sullivan, irmã da sua noiva, Pamela, ter descoberto uma câmara oculta no seu quarto, que veio a perceber ter sido instalada por Brad.
A história só agora vem a público devido a um processo por difamação movido por Tom Scholz, guitarrista e produtor dos Boston, contra o jornal Boston Herald, que na altura da morte de Delp insinuou que o músico se teria suicidado devido a "anos de desgaste" motivado pela má relação com o colega de banda.
Delp terá pedido desculpa (via email) a Meg, que vivia na mesma casa do casal. "Sinto-me muito mal com isto, e bem mereço. Quero que tentes perceber que me considero uma pessoa decente que cometeu um grande erro de julgamento. Agi por um impulso que ainda não consigo compreender totalmente", escreveu Brad à irmã da companheira. Mas Megan contou a história ao namorado que, por sua vez, forçou Delp a revelar a verdade a Pamela, o que o músico fez a contra-gosto.
Numa das quatro notas de suicídio, Delp confessou: "Tenho crises de depressão e pensamentos suicidas desde a adolescência". Apesar da história rocambolesca que agora vem a lume, Meg Sullivan diz que o casal estava a lidar com o assunto e parece querer remeter as culpas a Tom Scholz.
"Nos anos que se seguiram à morte do Brad, o Tom Scholz procurou desesperadamente encontrar alguém que pudesse culpar pela decisão do Brad de acabar com a sua vida", disse a irmã de Pamela ao Boston Herald, jornal contra o qual Scholz se insurge. "Contrariamente ao que é dito, o medo de repercussões relativamente àquilo que aconteceu entre nós não foi a razão pela qual o Brad decidiu suicidar-se".
Foto:
Carl Lender (sob licença Creative Commons)
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