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O dia começa bem cedo, seis da manha é a hora prevista para começar a longa viagem de cinco horas e a distância são 470 km. O Destino é a praça John Lennon em Getafe. SONISPHERE aqui vamos nós!
No caminho já se avistam carros com t-shirts de Slayer e Metallica e pessoal a dar no "headbang"! Um sinal óbvio que estamos próximos! Mas é aí que chegam os primeiros problemas: Estacionamento longe, muito (mesmo muito) calor e para acabar em grande o parque de campismo, que servirá de lar a 40 mil pessoas, já começa a ficar sobrelotado e as quatro árvores que lá havia há muito que tinham sido ocupadas.
O ambiente, esse sim era fantástico! Uma família de metaleiros de todas as vertentes a viver em comunidade. Graças à base militar do lado, passavam a cada passo Airbus A330 a uns metros das nossas cabeças que eram saudados por toda a gente com entusiasmo!
Depois de encontrar um lugarzinho no meio de tantas tendas, lá nos conseguimos instalar e dar uma volta de reconhecimento pelo parque de campismo, onde havia um autocarro com bandas a actuar que entretia o pessoal e fazia esquecer o calor insuportável que se sentia!
A pontualidade não faltou e à hora esperada já se ouvia ao longe a filha do Steve Harris a cantar com a sua banda Six Hours Sundown. Era hora de ir conhecer o recinto! As bandas eram muitas por isso vou falar só do que vi.
As bandas:
Corrosion of conformity
: A velha guitarra branca de Woody Weatherman entra em palco num regresso aos anos mais trash da banda, com uma setlist a deixar o lado stoner mais esquecido mas que, de certo modo, deu uma outra potencia. Os COC apresentam um novo álbum que tem sido muito bem aclamado por ser uma espécie de regresso ao passado. Tinha grandes expectativas que foram cumpridas. Boa performance e bom som!
Sonata Artica:
Uma espécie de regresso à minha adolescência e à minha fase de power metal, mas acabou por ser um concerto que pouco ou nada me disse já que foi muito à volta de um novo álbum que não ouvi e não faço questão de ouvir.
Limp Bizkit:
Não vi o concerto na sua totalidade pois Kyuss ia começar no outro palco entretanto, mas do que vi (umas 4 ou 5 músicas) deu para perceber que os Limp Bizkit estão de volta ao topo. Um Fred Durst velho e um Wes Borland bizarro foram capazes de cativar a audiência com muita presença em palco, discursos pouco perceptíveis e com a chamada de um fã ao palco que teve a sorte de cantar uma música com eles.
Kyuss Lives:
O sol já começava a desaparecer e ali estavamos nós à espera, como se fossemos pessoas esfomeadas à espera do jantar num restaurante. Mas o prato principal chegou bem quente para satisfação dos fãs presentes. As reuniões nem sempre correm bem mas esta, apesar de não ter Josh Homme (Esse monstro do stoner!), funciona na perfeição. Uma plateia bem composta e uma setlist bem conhecida fizeram deste curto concerto o primeiro ponto alto da noite! John Garcia não fala muito, um olá e um obrigado são suficientes quando a banda sabe comunicar com a plateia através da música.
Depois deste excelente concerto, é tempo de ir trocar umas palhetas por finos(O dinheiro lá eram palhetas de bandas e notas ao estilo monopoly) e procurar um lugar porreiro para garantir uma boa vista em Soundgarden.
The Offspring:
Este era um concerto pelo qual tinha uma carinho especial pois trata-se de uma banda que acompanhou a minha adolescência. Com um reportório repleto de clássicos, um Noodles capaz de contar até seis em espanhol e com um som terrivelmente baixo (Problema que se veio a repetir em muitos outros concertos), os Offspring deram um bom espetáculo. Um concerto prevsível mas que deixou toda a gente satisfeita!
Soundgarden:
O nome mais aguardado da noite! Perto de 40 mil pessoas preenchiam o recinto e esperavam pela entrada de Chris Cornell na sua versão mais grunge. O concerto começa e com ele o péssimo som do palco principal a atacar de novo. Demorou 3 músicas para ter um som minimamente perceptível, o problema foi que as primeiras três músicas foram "Searching With My Good Eye Closed", "Spoonman" e "Jesus Christ Pose". O resto do concerto foi uma mistura de nostalgia com excitação, tendo o momento alto em "Black Hole Sun". Chris Cornell está com uma performance acima do espectável. Há que dar valor a este grande senhor!
Orange Goblin:
Esta banda deixou-me com grande curiosidade e vontade de os ver ao vivo. O problema? Machine Head à mesma hora no palco principal. Pois bem, tivemos que fazer as nossas opções e fomos ver Orange Goblin que seria uma primeira vez, ao contrário de Machine Head. O nome goblin não assenta muito bem pois o vocalista é uma gigante cheio de atitude. O som do palco secundário provou, mais uma vez, estar bem melhor que o principal e graças a isso Orange Goblin foi um concerto cheio de poder para um fim de noite de festival.
Despedimo-nos do primeiro dia do festival com um olhar ao fundo para ver qualquer coisa de Machine Head que acabou minutos depois. Havia um DJ que ia passar música toda a noite mas o cansaço já não permitia ficar mais tempo e, afinal, também se conseguia ouvir do acampamento! Amanha será mais um dia em cheio, é preciso descansar!
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Estava curioso pela setlist... e fiquei um pouco desiludido por ser curta, pelo que li tocaram apenas 15 temas e não tocaram temas como o Superunknown, Let me Drown, burden in my hand... ou a Black Rain...
Tive pena de estar completamente esgotada em orange goblin, vi de longe mas o pessoal parecia estar a curtir!
Destaque para o ambiente no parque de campismo, com bandas em autocarros e pessoal smp simpático!
Queria ter bebido umas cervejas mas era tudo muito caro como já estava à espera, se bem que os espanhois pareciam não se importar nada em dar 8 euros (ou 8 slipknots) por um balde de cerveja!
Destaque para o ambiente do parque de campismo, onde havia bandas num autocarro a animar o inicio de tarde, e também pessoal sempre prestável e simpático!!