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Rihanna no Pavilhão Atlântico, Lisboa [texto + fotogaleria] -

Rihanna no Pavilhão Atlântico, Lisboa [texto + fotogaleria]

Concerto eufórico de Rihanna encheu Pavilhão Atlântico. Nem um Nuno Bettencourt com a camisola de Nuno Gomes faltou a um espetáculo cheio de pontos altos.

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Um público muito jovem e eminentemente feminino encheu esta noite o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, para ver o primeiro concerto de Rihanna desde que é uma super-estrela da pop. Há cinco anos, a cantora da Ilha de Barbados atuou no Coliseu dos Recreios e, ainda antes, esteve neste mesmo Pavilhão Atlântico a abrir o espetáculo das Pussycat Dolls, numa festa da estação de rádio que, esta noite, voltou a patrocinar a sua atuação. Entre essa estreia longínqua - tinha a caribenha tenros 18 anos - e o concerto desta noite, Rihanna cresceu: não só em popularidade como no à-vontade em palco, na produção arrojada que a acompanha e na capacidade de oferecer um espetáculo dinâmico, vibrante e convincente.

Entre os trunfos de Rihanna estará a impressionante assiduidade - Talk That Talk , o disco novo, foi lançado enquanto ainda decorria a digressão do álbum anterior - e a pontaria para fazer de cada single um êxito. Esta noite, ouviram-se mais de 20 canções, e poucas não tiveram direito a uma receção apoteótica por parte de um público completamente excitado, que durante a primeira parte, a cargo de Calvin Harris, transformou o Atlântico numa discoteca teen.

"Only Girl In The World", que abriu de forma eufórica o espetáculo; "Shut Up and Drive", a proporcionar o primeiro grande coro da noite; "Man Down", com uma bela e expressiva interpretação de Rihanna, que recorre a vozes pré-gravadas e cantoras de apoio mas não a playback; "Love The Way You Lie", naturalmente sem Eminem mas em cima de um piano vários metros acima do solo, ou o remate com "We Found Love", na mesma nota de êxtase que o arranque e que o set de Calvin Harris, que de resto produziu o tema: eis um punhado de momentos altos do concerto de sábado à noite, que provam a eficácia pop e a diversidade do catálogo de Rihanna, da eletrónica ao rock, do reggae às baladas. E por falar nestas, talvez a maior comoção do serão, por parte do público, tenha mesmo chegado com "Unfaithful", o ato de contrição que, de vestido amarelo, a estrela curvilínea cantou a meias com um público de coração nas mãos. A incontornável "Umbrella" (não deixa de ser surpreendente a quantidade de êxitos que Rihanna conseguiu amealhar, depois de um sucesso daquele calibre) e "Californian King Bed" foram outros dos temas "intimistas" que fizeram furor no seio de um espetáculo sem pontos mortos.

Ao contrário do que é habitual nestas super-produções, nem as pausas para a protagonista trocar de roupa se tornaram enfadonhas, preenchidas que foram por vídeos breves e glamourosos. Sem ter de recorrer demasiado aos clichés de palco do artista internacional de visita a país periférico, Rihanna mostrou-se empática e comunicativa (chegou a tirar fotos a si mesma com o telemóvel de um fã da primeira fila, e a assinar um ou outro autógrafo), confiante e entusiasmada. Não obstante as notícias que deram conta de alguns percalços desta digressão, aparentemente devido ao cansaço da artista, Rihanna pareceu sempre estar a divertir-se em palco, e esse empenho passou para os espetadores (ou vice-versa), levando-a a elogiar e agradecer a "energia" que recebeu dos fãs.

Dona de uma incrível beleza exótica, a mulher de "Run This Town" teve o público na mão desde o primeiro instante, mas soube trabalhar para conservá-lo do seu lado, sempre com um sorriso de quem não faz esforço para vencer. Em palco, tal como em disco e nos vídeos, Rihanna tem uma performance especialmente sexual (foi desconcertante ver crianças e pré-adolescentes a cantar, em perfeito delírio, a letra de "S&M", que a cantora apresentou  de corpete de cabedal negro e acorrentada), mas a sua prestação é quase sempre divertida e fresca (ao contrário da ambiguidade mutante de uma Lady Gaga, por exemplo) e muito feminina, mesmo quando sobe ao palco de smoking.

Naquele que terá sido o último grande concerto antes do Natal, destaque ainda para o momento em que Rihanna "pescou" do público uma fã (cremos ter sido uma rapariga, apesar da fraca visibilidade para o palco) e se deitou sobre ela, colocando as mãos da espetadora nos seus seios. Apesar de acontecer em todos os concertos da digressão, o sucedido espantou muito boa gente na plateia, que acabou por não conseguir ver o que aconteceu à "convidada" de Rihanna, já que o realizador decidiu privilegiar, nos minutos que se seguiram, o solo de guitarra de Nuno Bettencourt. Nascido nos Açores e radicado nos Estados Unidos, Bettencourt é mais conhecido como guitarrista dos Extreme, mas boa parte dos espetadores não terá visto nele mais que um músico de cabelo comprido que decidiu envergar uma camisola da seleção portuguesa, com o nome "Nuno Gomes" nas costas, e tocar, a certa altura, uma guitarra acústica verde e vermelha. Já o momento de intimidade entre Rihanna e a fã parece ter surtido efeito - à saída, ouvimos um homem perguntar à senhora que o acompanhava: "Mas ela mexe contigo?". Resposta-confissão: "Levava ali umas palmadas!".

Texto de Lia Pereira
Fotos de Rita Carmo/Espanta Espíritos

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tags: rihanna
Notícia escrita por LP Domingo, 18 de Dezembro de 2011 às 1:44
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