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Nunca aconteceu serem fãs de um projecto em que a música e as palavras em certo ponto na vida têm ou fazem significado mediante o nosso quotidiano. E depois desligamo-nos dessas músicas e não voltamos a procurar ou nem sequer lembramo-nos que tal projecto existe ainda ou já cessaram funções. Desta forma irão pensar que estou a falar de algo mesmo chunga que a adolescência nos encarrega a fazer uns parolos de nós próprios. Não vou entrar nessas filosofias de tasca da esquina, mas eu recentemente tive uma dessas crises de algo que já não ouvia a pelo menos 7 ou 8 anos atrás.
No auge dos anos 90 era muito frequente da minha parte a procura de novas sonoridades dentro dos estilos de rock e seus derivados. Claro que cheguei a fazer parte de alguns hypes espontâneos que foram criados a volta de certas sonoridades que ainda hoje continuam a ser as minhas primeiras preferências. O que é certo é assistir a "nascimentos" de projectos e a "morte" de outros por várias circunstâncias que fazem parte do cliché habitual das estrelas do rock. Uns morrerem e nasce a lenda outros voam para outras sonoridades ou fazem a mesma música uma vida inteira e não conseguem-se desligar-se do próprio passado.
Ao escrever isto apareceu-me esta pergunta na cabeça: Porque será nós fãs somos sempre exigentes ao pedir mais do mesmo aos músicos? O que não faz muito o meu estilo, pois músico que é músico sabe sair dos seus padrões criados e criar muitos outros dentro do estilo principal, pois só assim um projecto cresce e é digno de ser seguido, a meu ver claro... Mas também é preciso perceber e aceitar que nem sempre a inspiração é amiga do artista. E algumas vezes são objecto de falhas e falta de compreensão da nação que os segue. Se eu cresço e deixo de gostar de certas coisas e procuro outras mediante a minha evolução, um artista não deixa de ser diferente de mim. Quantas vezes não se lêem certos músicos a afirmar o quanto estão fartos de tocar sempre aquelas músicas por não se reverem mais nelas. Mas nós, os fãs queremos sempre o mais do mesmo e somos críticos do bota abaixo se alguma coisa fica em falta.
Isto tudo porquê? No momento em que ouvi "
Taste in Men
" dos Placebo nestes tempos recentes deu-me vontade de agarrar novamente no álbum "
Black Market Music
" e ouvir as músicas com outro sentido e de forma diferente. O que é correcto de acrescentar é que desde o álbum "
Sleeping With Ghosts
" que não sei mais nada desta banda, claro a nível discográfico. Eu sei que eles continuam vivos e que editam discos e fazem concertos... mas eu é que desliguei-me destes antidepressivos mesmo por falta de comunicação da parte deles com o meu consciente. Por isso iniciei o artigo naquela forma e quando deixo de gostar coloco um ponto final em vez de estar a alimentar algo que tenho a noção que será o mais do mesmo. Mas claro, eu não sou perfeito como qualquer um e também vou seguindo algumas bandas que não saem do mais do mesmo só com uma pequena diferença... essas bandas fazem o tal som que eu identifico-me logo ao primeiro acorde. Mas os Placebo, não fazem parte desse lote de projectos.
Por este motivo deu-me para relatar esta minha visão já muito diferente de querer ouvir novamente o "
Black Market Music
". Um álbum que fez a banda regressar aos sons electrizantes muitas das músicas fizeram parte de grandes noites em pistas de dança e fora das pistas e bares. Foi um álbum que cresceu tanto na cabeça de quem o escreveu como de quem gostava da banda. Enquanto o "
Placebo
" e o "
Without You I´m Nothing
" eram verdadeiros retratos do próprio umbigo do Brian Molko que chegava-se a entranhar em muitos outros cérebros como antidepressivos á adolescência, "Black Market..." respira vida por ir a procura de outras sonoridades, um pouco escuras diga-se de passagem, mas foi o trabalho mais genial e criativo da parte dos três músicos. Se este álbum fosse lançado nos dias de hoje não se tinha perdido nada...
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Há, sem dúvida, discos que já não me apetece ouvir ou não consigo ouvir de uma ponta à outra, como já chegou a acontecer. The Cure, Sétima Legião, Björk, In The Nursery, Anne Clark, Madredeus e Kate Bush são alguns desses exemplos. Por outro lado, há mesmo bastantes em que ainda consigo descobrir novas perspectivas ou novos sons. E esses são os que hão-de ser de sempre.
Placebo nunca foi banda que eu ouvisse. Especialmente depois da fraca desculpa para filme que é o Velvet Goldmine.
Felizmente, penso eu, deixei completamente de lado o rap e o hip-hop e passei para uma sonoridade, digamos, mais vincada no Rock N' Roll e variantes.
Há uns anos atrás, ouvia Metallica e pouco mais, um bocado por influência de amigos que também gostavam de Metallica. À medida que devorei o catálogo deles (e tenho todos os álbuns de que gosto deles - desde o Kill'Em All até ao Black Album e depois o Garage Inc.; S&M e o Death Magnetic, exceptuando algumas músicas, não suporto ouvir os outros), comecei a ver algumas influências que eles tiveram (New Wave of British Heavy Metal, Black Sabbath, etc.) e "rivais"...
Hoje em dia, gosto por exemplo, muito mais de Megadeth do que Metallica, mas oiço bastante Thrash Metal. Chateia-me ouvir pessoas dizerem que gostam de Thrash quando só ouvem Metallica e desprezam o resto!
Mas tenho-me mantido um bocado afastado do Metal. Tenho ouvido imenso Rock Progressivo/Psicadélico nestes últimos tempos, Jazz, Jazz de Fusão e Blues, não só por apreciar bastante, mas também para ter um leque mais abrangente de influências que eventualmente possa utilizar para projectos musicais que vou tendo.
PS: Já agora, parabéns pelo texto, está muito bom!
Pelo menos a uma banda somente... De facto já passei por inúmeros estilos, do Rap ao Trance, e de facto fui-me desligando desses estilos... Mas nunca abandonei uma banda apenas porque sim....
Algumas vou ouvindo menos outras oiço mais... Mas nunca abandona-las por completo...
Guns N´Roses, ou melhor, AXL Rose´s Las Vegas Big Band. A sério, se é para ver/ouvir mortos-vivos, prefiro ver a série The Walking Dead, que é muito boa.
Por último, das que me lembro, os Coldplay. Mas este nome não vale, pois acho que incoscientemenete já tinha desistido deles ainda antes de ouvir a sua música :D
Eu lembro de ser um grande admirar do Eminem, Limp Bizkit e até mesmo dos Linkin Park - hoje dizem me muito pouco. Depois, já mais consciente de mim mesmo, também gostava muito dos Green Day - hoje sinceramente não desgosto, ( e até achei o concerto no pavilhão atlântico muito competente) mas já não me revejo naquilo como à uns tempos atrás.
Como discutia à dias com um amigo, a a música que ouvimos e o estado de espírito daquele preciso momento estão bastante relacionados, mas não só! Também as crenças politicas, religiosas, etc. Passam muito para as nossas escolhas musicais.
Bem, não me posso alongar que tenho coisas para estudar, mas gostei deste tópico ;)
Espero é que ninguém deixe de gostar de um projecto só por ser 'muito mainstream' :P
Abraço!
A banda que mencionas-te (Placebo) é daquelas que me dá um gozo ouvir, principalmente quando quero ouvir algo mais soft.
Guns para mim era daquelas bandas em que eu sabia tudo ou quase acerca deles, todas as noticias que saiam eu comprava e devorava cada paragrafo no intervalo das aulas. Ainda tenho um caixa com muita coisa guarda. Actualmente para mim não existem sequer, morreram com o álbum "Spaghetti Incident". Tudo o que Alex faz ou tenta fazer nem sequer me dou ao trabalho de aprofundar ou pesquisar! Cheers!
Eu "desisti" de algumas bandas quando em fins dos anos 90 comecei a entrar cada vez mais no mundo do heavymetal, porque simplesmente deixaram de me agradar ao ouvido como até então o faziam! São elas Green Day e Offspring! Eu era viciado no Dookie dos primeiros e no Ixnay on the hombre e smash dos últimos! Foram bons tempos a iniciar-me no rock pesado! Até me emprestarem o Black album, etc e tal....
Quando me chegou aos ouvidos o Americana dos Offspring, foi o corte total nunca mais ouvi nada deles e dos Green Day até há dois ou 3 anos atrás em que resolvi fazer o download desses albuns e deliciei-me com o smash e ixnay, o dookie soou bastante deslocado!
Actualmente ouvir Smashing Pumpkins já não me dá o mesmo prazer, gostei bastante do zeitgeist, ouvi-o bastante e hoje em dia nem nos clássicos pego nem tenho interesse em vê-los pela primeira vez ao vivo!
Os Guns and Roses também já não são habituais nas minhas setlists! Assim como o Nevermind ou qualquer album dos Pearl Jam!
Actualmente as que ouço mais são Radiohead, e Sean Riley & The Slowriders .
A que me tem conquistado cada vez mais são os Primus.... e eu dizia que o Flea era o melhor baixista do mundo....
Olha a banda que mais me desinteressou nos últimos tempos foi sempre sem duvida os AC/DC, pela simples razão de usarem sempre a mesma formula de fazer música, 3 ou 4 acordes do Malcolm e mais uns riffs do Angus e tá feito, e isso para mim já não me assiste xD. Fazer sempre o mesmo aborreceu me de tal modo que já nem no mp3 coloco músicas deles.
Tudo bem que com o Bon Scott foi genial e até o "Back in Black" com o Brian Johnson são de mestre, mas daí para frente é vira o disco e toca o mesmo.
Outras das banda que me têm aborrecido são:
-Aerosmith, porque viraram comecial, primeiro albuns muito bons mas depois e só se enterrarem até a cabeça;
- Iron Maiden, pela mesma razão dos AC/DC, demasiado repetitivo e porque na minha opinião o Bruce Dickson não é mais que uma copia do Ronnie James Dio a cantar (peço desculpa se alguem é defensor do mesmo mas eu não gosto da voz do homem), prefiro a voz do Paul Di'Anno, que na minha opinião tem uma voz que melhor se adequada a sonoridade dos Maiden.
Cumps
Depois, há outras bandas que só consigo ouvir até determinado momento da carreira, como os Smashing Pumpkins que só ouço até o Adore. No entanto, quinta lá estarei para ver se o Billy Corgan recuperou um bocado da mística com o Oceania (muito pouco provável, mas ao menos ouço algumas das suas belas músicas mais antigas).
Posso é dar-te o exemplo do meu primo que lembro-me bem de ver no quarto dele cds do Portishead e dos Sonic Youth e agora com 20 e tais gosta é do que passam nas discos...
Btw - adoro Placebo e ainda à 2 dias comprei o Black Market Music.