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Começo por introduzir este post dizendo que nutro grande respeito e admiração por este artista, mas apesar disto tentarei ser o mais objectivo e imparcial possível, pois é assim que um crítico deve ser (não falo pela voz de experiência obviamente, mas parece-me lógico) como deverá ser do conhecimento do meu bom amigo leitor. Pronto então vou apresentar uma mini-biografia de Slash para depois falar do álbum em si.
Este mítico guitarrista deixou uma marca profunda na história do Hard-Rock pelo seu trabalho realizado nos Guns 'N Roses. Riffs e solos tais como os de "Sweet Child O' Mine", "Welcome To The Jungle" e "Paradise City" (todas estas músicas pertencem ao álbum de estréia chamado "Apettite For Destruction" desta formação estudanisense) além de terem elevado os Guns ao mais elevado estatuto musical, tornaram-se a imagem de marca deste artista. Após a separação dos Guns 'N Roses, Slash participou em diversos trabalhos como Slash's Snakepit e Velvet Revolver, sendo o último o mais relevante. E, depois disto tudo decidiu aventurar-se para uma carreira solo para nossa felicidade meu adorado leitor (pelo menos eu fiquei feliz, mas suponho que você também tenha ficado) e editou este álbum que conta com inúmeras participações de artistas que tal como Slash, deixaram marcas profundas na história da música e refiro-me a Ozzy Osbourne (ex-vocalista dos Ozzy Osbourne e Black Sabbath), Travis Barker (um dos melhores bateristas da actualidade, conhecido pela carreira nos blink-182) e entre muitos outros. E, agora finalmente irei apresentar os meus argumentos quer contra quer a favor acerca deste álbum. Eu pessoalmente gostei, mas não adorei. E o leitor provavelmente quer saber porquê (mesmo que não queira, vou dizer à mesma). Acho que falo por todos os que ouviram o álbum, que este não é o Slash ao qual estamos habituados. Sim, a inovação e mudança são sempre boas, mas é da minha opinião que ele era musicalmente perfeito no tempo dos Guns em todos os aspectos. Por isso para quê mudar? Mas como é óbvio, o artista é que decide e não nós os ouvintes. Dessa maneira éramos nós que fazíamos a música e nesse caso a idolatração de artistas iria tornar-se no mínimo estranha. Mas agora falando ao nível de música apresentado no álbum, acho que Slash perdeu aquela garra e potência dos Guns, bem conhecidos por serem rebeldes, extremos e revolucionários. É óbvio que a idade deixa marcas e que com o tempo qualquer artista deixa-se influenciar musicalmente, uns mais facilmente que os outros, mas neste caso a mudança foi grande. Só na "Doctor Alibi" (onde participa o vocalista e baixista da banda inglesa Motorhead) é que se nota aquele espírito dos anos '80, porque de resto o álbum está muito "mole", se é que o leitor percebeu. Mas apesar disto tudo, obviamente há aspectos positivos no álbum. A música " Nothing To Say" (onde participou Matt Shadows, vocalista dos Avenged Sevenfold) é como uma brisa de ar fresco nos tempos que correm. Slash tentou adoptar um estilo metal, algo nada relacionado com ele, e acho que conseguiu. Aliás a música que falei anteriormente deve ser, e provavelmente é, a melhor música deste novo trabalho. Outra música que também aprecio muito é a "By The Sword" (com o vocalista dos Wolfmother) onde o riff está muito bem composto e é agradável de se ouvir vezes sem conta (não sei lhe acontece isto meu caro leitor, mas acontece-me a mim). Pondo isto tudo acho que posso afirmar convictamente que este é um dos melhores álbuns de 2010 (primeiro porque adoro este artista e segundo porque actualmente a música é nada mais e nada menos que Justin Bieber e Lady Gaga) e mal posso esperar pela tour mundial onde ele irá promover o Self-Titled, visto que vou ver o concerto no Coliseu do Porto que irá decorrer no dia 22 de Junho. Obrigado pelo seu tempo e volte sempre. Para ler mais artigos de minha autoria visite o seguinte:http://mundodamusicaecriticas.blogspot.com/
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