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Morreu a 29 de Maio de 1997, com 31 anos. A questão do como não é facil de responder, aliás, as opiniões divergem: afogou-se ou decidiu pôr termo à vida no rio Mississipi? Para os mais apaixonados e fatalistas, Jeffrey Scott Buckley suicidou-se, no entanto, a opinião mais geral é a tese de afogamento. Os sites contam a história:
"No dia 29 de maio de 1997, helicópteros sobrevoavam o Wolf River em busca de uma pessoa que ali havia desaparecido. Segundo relato do amigo Keith Foti, Jeff Buckley resolveu parar para nadar naquele rio antes de se encontrar com sua banda. Depois de alguns minutos, Foti foi até o carro para guardar alguns objetos, enquanto ouvia Jeff nadando e cantarolando "Whole Lotta Love". Quando voltou, não viu mais nada. Ele gritou por "Jeff" por quase dez minutos e, não obtendo resposta, decidiu chamar a polícia. O corpo de Jeff Buckley foi encontrado só uma semana depois, dia 4 de junho, perto da nascente do Mississipi."
(Fonte: Wikipedia)
O talento de Jeff Buckley era e é indiscutivel, sendo que a principal manifestação desta certeza é o album lançado em 1994, "Grace". Composto por dez temas, dos quais nenhum se destaca (dado a pureza, perfeição, beleza de
todos
), o album oferece sentimentos de flutuação, tristeza, e levitação, ou seja, transporta-nos para uma outra realidade indiscritivel na qual e através da qual damos significado a tudo o que se passa na nossa vida. A cada musica que passa, as notas tocam de forma surpreendente em cada ponto do nosso corpo e a voz unica de Buckley contribui para um descanso quase mórbido, mas necessário. E tudo se torna relativo.
Jeff Buckley é, e nunca irá deixará de ser, uma das maiores influências para muitos que enveredam no mundo perturbante e maravilhoso da música.
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Tinha uma forma muito própria de ser como músico, e acho que a morte dele ainda lhe deu um ar mais mítico e misterioso...
Poder-se-iam fazer aqui grandes textos sobre o seu talento e a sua espontaneidade e sinceridade no que fazia, mas não vale a pena. Aliás, todos os comentários que aqui estão são sucintos, porque pouco há a dizer.
Para quem não percebe o porquê deste artigo ou o porquê destes comentários; para aqueles que não conhecem este músico e que pensam que é apenas mais um "mito"; para aqueles que não sabem como hão-de conhecer este senhor, apenas uma única palavra:
"GRACE"
Se quiseres ver, tá aqui : www.arderocker.blogspot.com
Grande senhor! Ainda me lembro a primeira vez que o ouvi, foi no walkman de uma amiga minha (sim daqueles de cassetes, mesmo!).
A canção era "The Sky Is a Landfill"... Mexeu comigo de tal maneira que a partir daí nunca mais deixei de o ouvir!
=)
É de lamentar a sua morte tão novo,ainda tinha muito para dar a tds nós,ms talvez,quem sabe,fosse a sua altura,não fosse esse tragico destino dar-lhe,consequentemente,um lado mais mistico e misterioso á sua musica.
sem duvida dos melhores interpretes e musicos que existiu, e que ainda hoje faz historia :D
Um talento intemporal.
Acho que disseste tudo com "A cada musica que passa, as notas tocam de forma surpreendente em cada ponto do nosso corpo e a voz unica de Buckley contribui para um descanso quase mórbido, mas necessário."
Não tenho palavras para o Jeff e para o "Grace". A voz dele é talvez a melhor que eu já ouvi. Ele era capaz de usar a voz em quase todos os estilos musicais, desde o ROCK ao BLUES. As letras dele, tão sentimentais, falam para dentro de nós e através delas podemos ver que ele, mesmo sendo um brincalhão nas entrevistas e durante os espectáculos, era muito emotivo e sentia as coisas de uma forma tão profunda... enfim, acho que já estou a divagar. O Grace e a voz dele invadem-me de uma paz inexplicável. Também adoro os outros albúns, onde ele explora outras sonoridades. Mas o Grace.... :)
Lembro-me da primeira vez que ouvi o Grace com uns amigos meus, ficámos rendidos a este senhor. Que grande voz, carisma, talento...
Bolas, até dói só de pensar que nunca o vou ver ao vivo!
Deu gosto ler o teu artigo!
Já estive muito obcecada pelo Grace, mas a sede de editarem cada vez mais demos e maquetes que ele deixou inacabadas, de certa forma fez com que perdesse aquela aura que para mim tinha. Também ajudou o facto de agora se falar nele a torto e a direito, o que não é mau, mas eu gostava de quando não se falava e no entanto toda a gente o conhecia.
Agora ouço com muito mais frequencia o trabalho do pai dele, Tim Buckley.
Tenho a certeza que se ele não tivesse morrido tão cedo teria feito uma obra com a mesma extensão e qualidade da do pai, assim, só o Grace deixa-nos aterrados e maravilhados (na minha opinião o pai dele nunca fez um album na sua totalidade tão bom quanto este, mas também não lhe conheço a obra toda) mas a querer mais, e por isso lá fomos à procura das cassetes inacabadas. O My Sweetheart the Drunk devia ter ficado espectacular terminado. Temos pena.