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Lou Reed encontrava-se na Pickwick Records a escrever canções quando encontrou John Cale, que se interessava pelo trabalho de compositores como John Cage e LaMonte Young.
Após uma curta existência como The Primitives (que lançaram um single chamado The Ostrich), Reed e Cale recrutaram Sterling Morrison para a guitarra e Angus MacLise para as percussões. Angus MacLise sairia do grupo pouco tempo depois, sendo um hippie convicto e recusando ser remunerado pelo trabalho artístico que fazia no grupo (tudo por causa de um cachet de 75 dólares de um concerto). Entraria para o grupo Maureen Mo Tucker, irmã de um amigo de Sterling, que tocaria tambores, bateria e outros elementos percussionistas. Contudo, não utilizava os címbalos.
O nome Velvet Underground foi retirado de um livro de Michael Leigh com o mesmo nome, que falava de sadomasoquismo e de outras formas sexuais consideradas imorais.
Uma noite, no Café Bizarre, o pintor e designer plástico Andy Warhol encontrou-os a actuar nesse mesmo sítio. Ficou admirado pelo facto de o grupo assustar e perturbar os espectadores. Convenceu-os a entrar na Factory, centro de várias expressões artísticas, e depois a juntarem-se a um espéctaculo multimédia intitulado Exploding Plastic Inevitable (originalmente designado Up-Tight).
Foram contratados pela Verve e foi-lhes imposto Nico, uma actriz, modelo e beleza alemã para fazer parte do grupo e cantar alguns temas (Andy Warhol achava que os Velvet, vestidos de negro, e Nico, vestida de branco, eram um excelente contraste). O grupo nunca acatou bem esta imposição, facto que se iria reflectir no titúlo do revolucionário álbum de estreia.
The Velvet Underground & Nico foi gravado em 1966, mas só lançado em 1967, pois a editora queria promover mais o álbum de estreia de Frank Zappa. Ao longo dos anos que durou o grupo, nunca houve boas promoções dos discos, apesar de uma relativa boa quantidade de fãs que viam os concertos.
O álbum da banana, como é conhecido (derivado de, nas primeiras edições, poder-se descascar lentamente e ver uma banana impressa na capa), era único: os temas falavam de drogas (Heroin), sadomasoquismo (Venus in Furs), prostitutas (There She Goes Again) e até ocultismo (Black Angels Death Song). Nico cantou três temas, Femme Fatale, All Tomorrows Parties e Ill Be Your Mirror. Podia ter cantado Sunday Morning, mas Lou Reed, como protector da sua escrita que era (e ainda é), só deixou fazer os coros de fundo.
Os Velvet despediram Warhol e Nico e lançaram-se em pleno para a estrada. Durante as digressões, houve um aumento das jam-sessions que influenciariam o álbum seguinte. White Light/White Heat é, pois, o resultado de uma road-band. Sublinham-se temas como o tema-título, The Gift (Experimentem ouvir por headphones: podem ouvir o recital, feito por John Cale, e o instrumental, em separado) e o épico de 17 minutos Sister Ray.
Pouco depois, devido á impossibilidade de conciliar a tendência calma e tipicamente pop de Reed e os experimentalismos de Cale, este último sai e embarca numa carreira a solo. Nico já o tinha feito anos, com o single Im Not Saying (que tinha colaboração de Jimmy Page) e o álbum Chelsea Girl (em que foi ajudada por Cale e Morrison). Nico faleceria em 1988, em Ibiza, Espanha, vítima de uma queda de bicicleta provocada por um ataque cardíaco, morrendo de hemorragia cerebral. Ela julgava que, se morresse, os seus discos seriam mais escutados.
Os terceiro álbum, Velvet Underground, é um álbum quase despojado de experimentalismos, dada a tendência pop e folk de Lou Reed, agora o único líder. Para o lugar de Cale entrou Doug Yule.
Tem canções muito boas, como Candy Says, Pale Blue Eyes ou Afterhours. O álbum seguinte seria o último com Lou Reed e Sterling Morrison presentes. Loaded é típico pop/rock, apesar de ter duas excelentes canções: Sweet Jane e RockNRoll.
A partir daqui, o grupo passa a ser mais um projecto a solo de Doug Yule. Saiu ainda o áblum Squeeze, mas este nem sequer é considerado na discografia oficial dos Velvet. Saíri
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