No Verão de 2007, um grupo de quatro amigos que tinha gostos musicais comuns, começa a pensar que a forma como se davam e as ambições que tinham, eram um bom ponto de partida para um projecto musical. Jovens atraídos pelo calor dos concertos de Verão. Dois deles, o André e o Jams, não tinham muito mais pela música do que o prazer de ouvir, porém, o Dion, actual baterista, e o Pedro, saxofonista, eram alunos de conservatório. O Verão foi útil, houve quem tivesse ido para a habitual apanha da fruta e, por volta de Setembro, com esse dinheiro compraram-se os instrumentos que faltavam: bateria e guitarra eléctrica. Em Outubro as coisas começam a assumir os primeiros contornos, o André que até à data assumia uma posição autodidacta ia para a garagem do Dion (onde estava a bateria), fazer barulho com a guitarra desafinada. Quando aquilo começou a soar a qualquer coisa, também se juntaram os outros elementos, o Jams nas teclas, o Pedro no saxofone e o André para além de tocar, cantava em simultâneo, e assim, semanalmente se começavam a tocar uns covers. Já em Janeiro de 2008, numa saída nocturna, enquanto se subia uma grande colina para levar um amigo a casa, este, já na sua alegria habitual de quem teve uma noite bem passada, ia cantarolando umas coisas. Faltava um vocalista para a banda, e um amigo com uma voz catita e que sempre quis ter uma banda, era a escolha mais acertada. Surge o nosso vocalista Bobby. Numa certa manhã de Fevereiro de 2008, num dia aulas, que nessa semana passaram para segundo plano, pois estávamos na Semana Raúl Proença na qual há actividades diversas na nossa escola, o nosso grupo de amigos aproveitou para se reunir em casa do Bobby, com o objectivo de se divertir com muita música à mistura. Divertimo-nos e por volta da hora de almoço voltámos à escola para uma aula que iríamos ter à tarde. Depois das aulas, voltámos a estar todos juntos e o André, com uma guitarra na mão pensou numa forma original e convincente de pedir dinheiro emprestado, para comprar uma Pepsi e começa a tocar uns acordes juntando-lhes uma letra improvisada. Mais tarde a letra é terminada num dos ensaios que se seguiram e toda a letra retrata os acontecimentos desse dia. Está feito o primeiro original, a "Pepsi". Entretanto surge a necessidade de trazer um baixo para a banda. A Renata queria começar a tocar baixo, era amiga dos elementos da banda, gostava da onda, comprou o instrumento em Fevereiro e imediatamente, sem saber sequer como lhe pegar, juntou-se à banda e os primeiros ensaios tiveram a sua graça, onde cada um mandava um palpite de como fazer a coisa. Entretanto a Renata começou a ter aulas, e ficou. As coisas foram correndo bem durante uns meses... Havia a ambição de criar coisas originais. Porém, aparece por mero acaso, a oportunidade de, através do Alvim, a "Pepsi" poder passar na rádio. A pressão de ter que arranjá-la, com qualidade para a apresentar, fez com que a banda se desentendesse e ficámos parados durante os meses de Julho e Agosto. Em Setembro de 2008, depois de alguma conversa, surge um contrato, redigido pelo André, que tinha como objectivo principal unir-nos em prol da música e de acreditarmos um nos outros, em como éramos capazes de juntos, criar algo bom. Junta-se a nós por um tempo bastante efémero um segundo guitarrista, o Bruno; mais tarde e actualmente essa função é ocupada pelo próprio Bobby, que para além de vocalista passa a tocar a segunda guitarra na banda. Deixámos de ter teclas, e o saxofonista passou a ser mais um colaborador, do que membro efectivo. A banda é composta definitivamente por estes quatro elementos: Dion, André, Bobby e Renata, que trabalham arduamente sempre com a ambição de poder tocar ao vivo, o que acontece a 20 de Dezembro de 2008, na Rádio Bar, uma primeira vez que não desiludiu. O nosso entusiasmo foi crescendo, sentimos que tínhamos uma boa base de onde partir, e fomos para estúdio onde gravámos finalmente com melhor qualidade os nossos primeiros cinco originais.