Músico inglês que integrou a formação original dos Pink Floyd, sendo uma das forças motrizes da banda, em conjunto com David Gilmour (após a morte de Syd Barret).
A sua carreira a solo inicia-se em 1970 (quando ainda fazia parte dos Pink Floyd) com o álbum "Music From The Body" composto em co-autoria com Ron Geesin, que já anteriormente participara numa canção dos Pink Floyd: Atom Heart Mother.
Mais tarde, após a sua saída dos Pink Floyd, lança o álbum "The Pros And Cons Of Hitch Hiking" que conta com a fantástica colaboração do guitarrista Eric Clapton. O álbum segue uma linha diferente da explorada na anterior banda, causando por isso alguma estranheza a quem ouvir pensando tratar-se duma extensão do trabalho do músico na banda. Tem como destaques as músicas Every Strangers Eyes, The Pros And Cons Of Hitch Hiking, Sexual Revolution e Go Fishing.
Em '86 regressa às bandas sonoras compondo algumas músicas para o filme "When The Wind Blows". Destaca-se principalmente Towers Of Faith, incluida mais tarde no best of "Flickering Flame".
"Radio KAOS" é lançado em 1987, e é normalmente considerado o ponto mais baixo da carreira a solo. Não que o conceito do álbum seja fraco, mas a inclusão de alguns elementos estranhos como o computador ou os metais desvirtua bastante músicas que poderiam estar alguns furos mais acima. De referir ainda a participação de Clare Torry (que havia brilhado em The Great Gig In The Sky dos Pink Floyd). Apesar das contrariedades, o álbum tem músicas bastante boas como Home, Me Or Him ou Four Minutes.
Decorria o ano de 1990 quando Roger Waters organizou uma representação do álbum "The Wall" dos Pink Floyd em Berlin, contando para isso com a participação de vários convidados como Bryan Adams (Empty Spaces e Young Lust), Van Morrison (Comfortably Numb), Cindy Lauper (Another Brick In The Wall - pt.2) ou Sinead O'Connor (Mother). Destaque para Nobody Home onde foi incluído um emocionante solo de guitarra protagonizado por Snowy White e The Tide Is Turning.
Em 1992, Roger Waters regressa aos originais para lançar "Amused To Death". O álbum é considerado pelo autor como a conclusão da trilogia iniciada por "Dark Side Of The Moon" e "The Wall". É tido como o melhor álbum solo de Roger Waters, onde além da forte componente política e social existem ainda espectaculares melodias, a lembrar o melhor dos Pink Floyd. Um álbum que conta com a participação do guitarrista Jeff Beck em faixas incontornáveis como What God Wants - pt.3. Além destaque para as brilhantes Perfect Sense, It's A Miracle e Amused To Death.
A digressão mundial que Roger Waters fez em 2000 está documentada no duplo álbum "In The Flesh". Nesta série de espectáculos existe um harmonioso equilíbrio entre a fase Pink Floyd e pós Pink Floyd. Apesar de se fazer sentir a falta de Wright e Gilmour na execução de Money ou Breathe, o álbum salda-se por uma nota extremamente positiva, devido ao amplo espaço temporal que abarca (desde "Saucerful Of Secrets") e à qualidade da banda (Snowy White, Jon Carin, PP Arnold,...). Destaque para as faixas: Perfect Sense, It's A Miracle, Each Small Candle, Brain Damage, Eclipse, Amused To Death, Southampton Dock, Welcome To The Machine e, principalmente, Dogs, numa versão que em nada perde para a do álbum original "Animals".
Em 2002 é lançada uma colectânea com os melhores momentos da carreira a solo de Waters. As novidades estão na inclusão das músicas Lost Boys Calling (melodia de Enio Morricone) e na demo Flickering Flame.
A maior parte da década de 90 foi passada a escrever a ópera "Ça Ira" acerca da revolução francesa e das pessoas que lutaram por uma sociedade baseada em ideiais como a liberdade e a fraternidade. É nesta história de esperança que é inspirada a ópera.