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Nascido no estado de Minessota, neto de imigrantes judeus-russos, aos dez anos de idade Dylan escreveu seus primeiros poemas e, ainda adolescente, aprendeu piano e guitarra sozinho. Começou cantando em grupos de rock, imitando Little Richard e Buddy Holly, mas quando foi para a Universidade de Mineapolis em 1959, voltou-se para a folk music, impressionado com a obra musical do lendário cantador folk Woody Guthrie, a quem foi visitar em New York em 1961. Um Início de Protestos Dylan já lançou mais de 45 álbuns desde 1962, quando lançou seu primeiro disco, Bob Dylan”, dedicado ao folk tradicional. Seu segundo álbum, “The Freewhellin Bob Dylan”(1963), contendo apenas canções de sua autoria, consagrou o músico com o hit Blowin In The Wind, que se tornou um hino do movimento dos direitos civis. Além desta, canções como A hards-rain a gonna-fall, Masters Of War, entre outras, tornaram-se clássicas como músicas de protesto, embora Dylan mais tarde recusasse o rótulo de cantor de protesto. Estas músicas, que entre outras compostas por ele, abordavam temas sociais e políticos numa linguagem poética, o tornaram um fenômeno entre os jovens artistas folk da época, levando-o ao estrelato folk, principalmente após sua participação no Newport Folk Festival de 1963, onde foi promovido pela rainha folk da época, a cantora Joan Baez. O sucesso do álbum The Times They Are-A-Changing (1964) apenas consolidou esta posição. Anos 70 O que produziu no início dos anos 70 não foi bem recebido pela crítica, considerado muito abaixo de seus melhores momentos. Apenas algumas canções destacam-se: If Not For You (1970), Knockin on Heavens Door (1973), Forever Young (1974). Mas ao voltar as turnês, acompanhado pelo grupo The Band, retorna a evidência e ao sucesso, principalmente pelo elogiado duplo ao vivo Before the Flood (1974). Na retomada da carreira de forma mais ativa, Dylan produz Blood On Tracks (1975) e Desire (1976), seus melhores discos nos anos 70, aclamados pela crítica. Deste último, a canção Hurricane, baseado na história de Rubin Carter, um boxeador negro preso injustamente, foi um sucesso espetacular, ao mesmo tempo que a turnê Roling Thunder Revue (75/76) era aclamada por crítica e público. Anos 80 Com Infidels, de 1983, Dylan afasta-se da fé cristã, volta-se inesperadamente para as suas raízes judaicas e parece reencontrar certo equilíbrio artístico. Bem recebido pela crítica, é considerado seu melhor álbum desde Desire. As apresentações ao vivo, em que volta a interpretar suas canções clássicas, marcam uma reconciliação com seu público. Em 1985 participa do especial We are the world com outros 40 grandes nomes da música estadunidense -entre eles Michael Jackson, Tina Turner, Ray Charles, Stevie Wonder - pela campanha contra a fome na África. Dylan continua a gravar regularmente, buscando uma sonoridade made anos 80 ao mesmo tempo em que tenta preservar seu estilo. Down In The Grovy, álbum de 1988, passou despercebido, contém várias covers, mas equivale a uma declaração de princípios, com canções de folk-rock, gospel, rock, que demarcam os gostos artísticos preferenciais do artista. Depois de uma turnê com a lendária banda californiana Grateful Dead, ele lança o álbum Oh Mercy (1989), elogiado pela qualidade inesperada das canções e volta às paradas com o super-grupo Traveling Wilburys, formado com os amigos George Harrison, Tom Petty, além de Jeff Lynne e Roy Orbison. Anos 90 No início dos anos 90, Bob Dylan parece dar uma parada na carreira. Para comemorar e fazer um balanço de seus 30 anos de trajetória, ele volta a gravar folk tradicional, acústico, sem importar-se com o pouco apelo comercial deste gênero nos dias atuais. Em 1992 é realizado um show-tributo em grande estilo, com a participação de vários nomes do rock, country e do soul cantando suas músicas: Eric Clapton, Stevie Wonder, Neil Young, Willie Nelson, Lou Reed, Eddie Vedder entre outros. Depois do acústico produzido para a MTV em 1994, Dylan só voltaria com um CD de inéditas em 1997 (Ano que vár
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