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Ornatos Violeta hoje em Paredes de Coura: a caminho de um "reencontro geracional", com uma energia "menos adolescente" [áudio]
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Em entrevista à BLITZ, a banda de Manel Cruz antecipa concerto no festival minhoto. Ouça-os aqui. |
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Os Ornatos Violeta são um dos destaques da
BLITZ de agosto, já nas bancas
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Em entrevista com a BLITZ, Manel Cruz (voz, guitarra), Peixe (guitarra), Nuno Prata (baixo) e Kinörm (bateria) falam sobre o concerto de Paredes de Coura, dedicado ao álbum de 1999,
O Monstro Precisa de Amigos
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Ouça aqui Peixe e Manel Cruz a discorrer sobre o público que esperam encontrar em Paredes de Coura e sobre como é diferente tocar as suas canções 10 anos depois do fim da banda.
E que tipo de público acreditam que vão ter à vossa espera? Mais miúdos ou mais graúdos?
Peixe - No público dos festivais há tanta gente que acaba por haver um pouco de tudo. Imagino que haja muitos miúdos, porque noto pelos meus alunos que há muita gente [nova] que gosta dos Ornatos, apesar de só ter conhecido a banda depois de ela ter acabado. Entre jovens e adolescentes poderá haver muito público. E vai haver uma data de cotas como nós, de certeza (risos). Acho que vai ser um reencontro, sobretudo nos coliseus mas também em Paredes de Coura - um reencontro geracional, de pessoas mais ou menos da nossa idade que acompanharam o grupo.
Agora que voltaram a conviver com as canções do Monstro, deram por vocês a pensar que gostavam de mudar algumas coisas no disco?
MC - Vamos reproduzir as músicas, mas será sempre da maneira que tocamos agora, e essa também é a maneira de conseguirmos pôr isto a soar. Havia músicas que [na altura] soavam um bocadinho tensas, a meu ver, mas que eram compensadas, porque essa tensão era fruto de uma energia, de uma vontade tensa, mas muito grande, de fazer as coisas. Tínhamos coisas que agora não temos e agora temos coisas que na altura não tínhamos. Aí é que as coisas têm de mudar mesmo: já não temos uma energia adolescente, mas temos uma forma diferente de usufruir dos momentos de música, que nos permite dar uma expressão às músicas que nós não tínhamos - às vezes mais calma, no sentido de [darmos] mais tempo para as coisas evoluírem numa música. [Temos] menos ansiedade, e uma interpretação um bocadinho mais dominada, que acho que é muito fixe. A sensação que eu tenho é muito boa, até porque algumas músicas me soam como nunca tinham soado.
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A fotografia possível, da entrevista por Skype (Nuno Prata, Manel Cruz e Peixe) |
Para ler a entrevista com Ornatos Violeta na íntegra, consulte a BLITZ de agosto.
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Notícia escrita por
LP
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