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Saiu!
Nasceu Living Things. Novo álbum de inéditas do Linkin Park com 12 composições. Esse álbum vem da segunda parceria da banda e o produtor Rick Rubin.
O seu antecessor, Thousand Suns, muito criticado por alguns e amado por outros, fez com que houvesse uma dúvida: Qual o caminho que os garotos californianos iriam tomar nesse novo trabalho?
Pois bem, o álbum esta pronto e prestes a ser ouvido por fãs do mundo inteiro.
Foram dois dias ouvindo repetidamente cada faixa desse trabalho. A primeira impressão quando o single "Burn it Down" foi lançado era que a banda havia adotado uma postura eletrônica.
De fato. Há elementos eletrônicos no álbum todo, mas se engana quem acha que o álbum se resumiu apenas isso. O baixo, a guitarra e a bateria são sentidos ainda, embora em algumas faixas o som esteja um pouco abafado devido aos elementos eletrônicos.
O piano/teclado por sua vez teve sua aparição em Roads Untraveled. Uma das músicas mais bonitas do álbum. Ela dá o tom de descanso, aquela pausa na agitação presente no Living Things.
Outra coisa é ouvir com mais freqüência os duetos entre Chester Bennington e Mike Shinoda. Nesse álbum, estão mais presentes os vocais afinadíssimos de ambos e os gritos desconcertantes de Chester.
Sem falar que é um alento para os fãs a música Until it Breaks. Mike Shinoda volta a fazer o rap que faltava e que deixa saudades do tempo de Fort Minor. O próprio já havia dito que se sente a vontade para cantar rap no Linkin Park, coisa que antes demonstrava apenas no seu projeto paralelo do Fort Minor. Os fãs agradecem senhor Kenji.
Além disso, Victimized dá um gás. É uma porrada! Pra quem estava sentindo falta do rock pegado do Linkin Park, ele voltou. Um pouco breve, a música tem apenas 1 minuto e cinqüenta segundos. Mais ainda sim é a prova viva do New Metal da banda.
Skin to Bone, foi a musica que mais me surpreendeu. De longe a minha preferida. Ela mescla rock e eletrônico em uma batida dançante, que caiu como uma luva na letra em sintonia com a percussão e com os vocais de Mike e Chester.
Ao todo, o álbum é uma compilação extremamente ousada, irá surpreender muita gente como fez comigo. Não tem uma musica que não soe como um single.
A verdade é que vai demorar para alguns fãs ou simpatizantes da banda digerir o que foi feito e se acostumar com a nova sonoridade da banda. Mas, o que foi feito já ganha status de superior a todos os trabalhos da banda por mais uma vez inovar com qualidade e técnica.
Faço minha as palavras do produtor Rick Rubin "Nenhuma outra banda é capaz de fazer o que eles fazem."
Living Things me deixou com gostinho de quero mais. O bom agora é ver esse trabalho na prática e ver como ele funciona ao vivo, por isso, que venham ao Brasil.
Das outras faixas que não comentei é porque me faltam palavras, e é bom você usar a suas próprias pra decidir se gostou ou não.
Boa digestão!
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Não me pareces muito conhecedor...