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Black Label Society
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| Hard Club, Porto, 14/06/12 |
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Meus amigos, não é todos os dias que se vê uma lenda viva bem na nossa frente. Sim, pois o Zakk Wylde é para os amantes do Rock pesado (de todas as idades) uma lenda viva, cujo estatuto vai muito além da sua própria música: O verdadeiro Guitar Hero. Já passou imenso tempo desde que o Ozzy descobriu aquele jovem franzino, meio sex symbol, meio herói da guitarra e o deu a conhecer ao mundo, até hoje, em que se parece mais com um cruzamento de um homem das cavernas com um Wrestler.
Mas o eterno braço direito do Madman dedica-se agora a tempo inteiro à sua música e embora reconheça que não se trate de nada de transcendental para além de uma boa Rockalhada, qualquer uma das potentes malhas que os seus Black Label Society tem destilado ao longo da sua já extensa discografia podiam ter figurado nos discos do insuspeito Ozzy Osbourne e assim conhecido outro reconhecimento. Isto porque se o Madman teve o mérito de descobrir este enorme talento, a verdade é que foi da pena do Zakk que saíram os pilares sonoros que sustentaram toda a segunda metade da obra em nome próprio do Ozzy. Uma relação bastante proveitosa para eles, para nós fãs e para o Hard Rock em geral.
Mas basta de conversa fiada. Chegara finalmente o dia da estreia do Zakk Wylde em Portugal (após a banhada do nosso falso Ozzfest em 2002) e confesso que um nervoso miudinho apoderou-se de mim enquanto conduzia em direcção ao Porto. Chegado ao local, fiquei algo admirado pois a fila para entrar, cerca de meia hora antes da abertura de portas, não era muito significativa. Já dentro da sala e tendo conseguido um lugar excelente para observar as coisas de perto, foi tempo de aguardar pela acção em palco. A abertura das hostilidades coube aos Australianos Tracer, um trio endiabrado que por acaso já conhecia graças à "bíblia" Classic Rock Magazine e durante a meia hora que ocuparam o palco, tiveram o público na mão graças ao seu Retro-Rock contagiante. Terminaram com uma enérgica cover da "War Pigs" dos Sabbath. Ovação geral. Por esta altura, a sala 1 do Hard Club estava mais cheia do que uma lata de atum!
As cortinas do palco foram fechadas para os preparativos e a tensão era quase palpável. Soa a intro da "New Religion" e um rooooooaaar!!! começa a ecoar pela sala. Uma voz anuncia ao Porto que os Black Label Society chegaram à cidade e Bam! Abrem-se as cortinas e lá está o enorme Zakk Wylde no centro do palco, ostentando um chapéu de penas à Apache, vestido a rigor para a "Crazy Horse". Loucura!
Por acaso, esperava muito mais "bullshit", pelo que, apesar dos adereços como as cruzes e as caveiras a ornamentarem o tripé do micro e um pouco de todo o palco, os Black label Society deram um Show bem fluído, apenas com um até longo interregno aproveitado pelo Zakk para apresentar a banda, mostrando que apesar de ser ele a grande estrela da companhia, a boa camaradagem impera. Como eu imaginava, foram os temas do último álbum "Order of The Black" (2010) que me soaram melhor, até porque me parece ser o trabalho melhor conseguido dos BlS: O já citado "Crazy Horse", o balançante "Overlord" (fiquei rouco) e os potentíssimos "Parade of The Dead" e "Godspeed Hellbound". Foi belo o momento em que o Zakk se sentou ao piano para uma sempre emotiva "In This River", no final da qual a moldura humana gritou "Dimebag!" a plenos pulmões. De resto, foi uma sequência de Hit Numbers dos BLS, como "Concrete Jungle", "Funeral Bell" ou "Suicide Messiah" e destaco uma versão bem musculada da originalmente calma "Blessed Hellride", na qual o Zakk empunhou uma célebre Gibson "Double Neck".
Pois, as guitarras. Por acaso, a célebre Les Paul pintada como um alvo já não figura no armário de brinquedos do Zakk. Claro que apareceram várias Les Paul diferentes, mas a coqueluche, entre outras meninas, é agora a Gibson em forma de caixão que ele usou na "Overlord". Claro que a meio do concerto chegou o momento do Guitar Hero brilhar na sua plenitude. Uma coisa é ler as revistas e ver os vídeos no Youtube. Outra é ver o senhor a percorrer escalas pentatónicas à velocidade da luz e a executar os célebres harmónicos bem na minha frente. Um momento inesquecível! Ao longo dos intermináveis minutos de exibição, o Zakk foi-se posicionando em todos os cantos do palco e garanto que até se ouviam as cordas estalar!
O final de um concerto não muito longo e sem encores, mas pautado pela energia reciproca entre público e banda, chegou com a clássica "Stillborn", cantada a plenos pulmões (como em quase todos os temas) por toda a gente. O Zakk empunhou uma grande bandeira de Portugal personalizada com "BLS" e no momento da despedida, pareceu satisfeito com a sua estreia em Portugal. Toda a gente ficou satisfeita. Numa noite de emoções divididas, uma vez que parte do meu espírito estava a 300 km de distância, no Coliseu de Lisboa, onde decorreu outro evento de dimensões épicas que eu amaria ter presenciado, regressei a casa todo moído e suado, mas feliz, pois além do colesterol, tenho Rock n´Roll a bombar nas veias \o/
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Artigo escrito por
porcoespinho
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E agora, por favor, não me venham com critérios editoriais norteados por aquilo que são as preferências do público.É que se fosse assim, amanhã lá teríamos que ler por aqui as incidências do concerto do Toni Carreira e do seu pic-nicão...
Parabéns pelo teu texto, amigo porcoespinho!
Bem, um dia destes lá terei a oportunidade de ver o Sô Zakk e Cia. Penso que foi num concerto em São Paulo com o Ozzy que o Zakk cortou-se na mão e continuou a tocar (sem parar) um solo e a guitarra ficou pintada de "vermelho", um autêntico homem do Rock N' Roll. E há quem se queixe de apanhar com garrafas de água na tola... mas também doem como o caraças.
Em relação ao concerto, as tuas palavras expressam bem o que lá se passou. Só tenho que concordar e reforçar o excelente ambiente que lá estava (lotação esgotada!), uns Trace que surpreenderam muita gente e que conquistaram a plateia, uns Black Label Society com uma setlist previsível ( é o que dá existirem sites com as passadas setlits ) mas cheia de força, uma performance muito equilibrada, um Zakk Wylde que me deixou e deixa sem palavras. Tudo isto fizeram da noite de ontem uma noite inesquecível. Foi, para mim, o realizar de um sonho! Só faltou mesmo a verdadeira Bullseye! eheh.
Mais uma vez obrigado por partilhares a tua experiência e enriquecer esta revista! Abraço
http://artesonora.pt/blac...
Zakk estava 0ver the top!!
Saí do concerto todo partido lol e agora é recuperar para amanha com Cannibal Corpse e 2ªf. EXODUX!!