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Olá Amigas e Amigos! Este ano andei algo afastado do fórum, pelo menos a escrever, pois fui acompanhando diariamente o que se ia passando, mas fica o compromisso de voltar a contribuir com maior regularidade. Musicalmente falando, o ano que agora termina foi excepcionalmente fervilhante no que diz respeito às coisas daquilo que nos une por aqui: a música
Como o combinado numa saudável picardia com uns amigos que nutrem esta paixão comum, fui obrigado a fazer uma lista com os dez melhores discos do ano e esta competição acabou por alargar-se a mais algumas categorias. Esta éa minha lista dos 10 melhores discos de 2011. Mas antes, devo fazer algumas considerações: Uma grande fatia da música que ouço habitualmente Já completou na sua maioria 40 anos após a sua edição e alguns dos discos que fizeram as minhas delícias este ano, foram editados em 2009/2010, ora devido a terem sido descobertos "fora de época" ou por força dos concertos que foram surgindo.
É sempre difícil fazer uma lista deste género e a minha reflecte os gostos de um ouvinte criado num som mais pesado e que gradualmente desenvolveu um fascínio pelos clássicos dos 60,70. Os primeiros 2, 3 lugares surgem naturalmente, mas escolher os restantes é uma luta desconfortável. Então cá vai:
1º Mastodon "The Hunter";
2º Opeth "Heritage";
3º Graveyard "Hisigen Blues";
4º Beth Hart & Joe Bonamassa "Don´t Explain";
5º Pain of Salvation "Road Salt 2";
6º Anthrax "Worship Music";
7º Steven Wilson "Grace for Drowning";
8º Tiguana Bibles "In Loving Memory of...";
9º Blood Ceremony "Living with the Ancients";
10º Machine Head "Unto the Locust"
Evidentemente, os nossos melhores discos do ano acabam por ser aqueles que mesmo inconscientemente, ouvimos mais vezes. Mas na hora de fazer o balanço, é impressionante o número de discos que temos para escolher, pelo que uma lista de 50 melhores parece ser o indicado! De qualquer modo, os seguintes 10 discos são aqueles que para mim merecem uma "menção honrosa":
1º Le Butcherettes "Sin Sin Sin";
2º The Kills "Blood Pressures";
3º Janes Addiction "The Great Escape Artist";
4º Arctic Monkeys "Suck It And See";
5º Beirut "The Riptide";
6º Tom Waits "Bad as Me";
7º PJ Harvey "Let England Shake";
8º Boris "Heavy Rocks";
9º Men Eater "Gold";
10º The Memorials "The Memorials".
Por último, no que toca aos discos editados em 2011, resta a menos honrosa lista de decepções. Evidentemente, apenas artistas dos quais gostamos e cuja obra acompanhamos são capazes de, ocasionalmente, despertar tal sentimento. Felizmente, consigo reduzir esta lista a apenas 5 discos que na minha opinião falharam, ora pela sua previsibilidade, ora pela sua total desinspiração...
1º Dream Theater "A Dramatic Turn of Events" - Uma valente e longa chatice mascarada com virtuosismo e tecnicismo. Uma pausa seria bem mais efectiva do que continuar a lançar discos atrás de discos numa espiral descendente de lugares comuns e falta de ideias;
2º Red Hot Chilli Peppers "I´m With You" - não será um disco péssimo, mas para uma banda com a sua história, esperava-se mais do que música "cristalizada" e sem uma ponta de verdadeira emoção. Parece mais uma desculpa para uma digressão do que um disco novo. Deviam olhar para os seus comparsas Janes Addiction...;
3º Ben Harper "Give ´Till It´s Gone" - custa-me imenso incluir o Ben nesta lista. Custa mesmo, mas é um facto. A sua música começa a soar previsível e inconsequente á medida que vai editando discos. Este novo passou quase despercebido do grande público e as suas canções não ficarão para a história. Mas eu tenho confiança neste soberbo artista.
4º Lenny Kravitz "Black and White America" - enfim, este animal de palco e escritor de canções "maiores do que a vida", optou aqui por fazer música mais "negra" e funky, arriscando-se a perder de vez a sua conexão com as multidões. Acompanho-o desde o 1º disco, mas sinceramente, este novo passou-me totalmente ao lado, após uma única e obrigatória audição.
5º dEUS "Keep You Close" - bem, decepção, decepção, talvez não seja bem o termo, mas a verdade é que fiquei "desconsolado" com o novo disco desta espectacular banda Belga, que também sigo desde o seu início. Evidentemente, o som tende a evoluir ao longo dos tempos, mas a diferença entre o 1º "Worst Case Scenario" e este "sensaborão" disco de 2011 é abismal...
Concertos, concertos...o palco é sem dúvida o teste de fogo dos artistas e o local privilegiado para as canções crescerem e conhecerem o seu verdadeiro potencial. Por vezes, é também no palco que se revelam as fragilidades, mas não é disso que quero falar. Para mim, 2011 foi um ano cheio de concertos, dos mais variados géneros. Confesso que já tive anos ainda mais recheados em número, mas nada comparado com a riqueza e diversidade deste ano em particular. Vi imensos concertos e para além de ver as bandas, aproveitei para ir conhecendo pessoas bastante interessantes (alguns users deste fórum), algumas delas que tenho hoje como bons amigos. Ficam então 5 dos mais deliciosos momentos de música ao vivo que tive a honra de presenciar:
1º Anneke Van Giersbergen, Braga - Aconteceu em Janeiro e desde logo soube que seria o melhor concerto de todo o ano. Um concerto lindo, próximo, intimista. Conhecer de perto uma artista que adoro há tantos anos e poder falar efectivamente com ela e ficar desarmado com a sua incrível simpatia é uma experiência inesquecível e muito honestamente, digo-o sem ponta de lascívia ou perversidade, pois a riqueza da Anneke vai muito além da sua inegável beleza. Os poucos que presenciaram este momento, concordarão certamente comigo.
2º Patrick Watson, Guimarães - Aconteceu no dia de Páscoa e acabou por tornar esse dia particularmente chato em algo memorável. Ainda mal conhecia a sua obra, mas fiquei siderado com a riqueza e delicadeza da música do Patrick e com a total descontracção com que se apresenta em palco;
3º MGMT, Porto - Não importa que tenha sido na Queima das fitas. Foi uma experiência colorida e surreal. Uma ponte entre a Pop Moderna e o psicadelismo de outras eras. Mais um nome com o qual demorei a conectar-me, mas em boa hora o fiz;
4º Opeth, Vagos - foi a 3ª vez que os vi (e a 4º aconteceria ainda este ano em Almada), mas nesta ocasião, abrilhantada por uma considerável massa humana, vi uns Opeth no pico da sua forma e provavelmente, no último concerto "normal" da sua carreira, antes de virarem 180 graus para um som mais clássico e progressivo. Atenção, que a "normalidade" nos Opeth é sinónimo de excelência;
5º Death From Above 1979, Paredes de Coura - uma banda que me passou totalmente ao lado na sua encarnação original, mas que me "agarrou" neste seu retorno. Foi um "atropelamento" que durou sensivelmente uma hora, ou nem tanto, mas não me recordo de ver duas pessoas apenas destilarem tanto poder num palco. Numa única palavra: Brutal!!
É triste. É mesmo uma pena e o pior momento artístico deste ano e sinceramente, dos últimos anos foi a morte prematura, ainda que há muito anunciada, da mais brilhante e desarmantemente autêntica estrela dos nossos dias: Amy Winehouse.
Num tempo em que as estrelas Pop devem ser todas bonitinhas e reluzentes ou ilusoriamente "feias" e fabricadas, a Amy foi sempre real e transparente, a maioria das vezes para o seu próprio prejuízo. Independentemente de todas as polémicas que tanto engordaram tabloides por esse mundo fora, foi sempre o seu inegável e singular talento que venceu e ironicamente, será ele a sobreviver à mulher Amy, essa irremediavelmente perecível.
Com a sua morte, nasceu um ícone. Como alguém disse, uma jovem com alma velha. Uma figura franzina e desengonçada, mistura de Pin Up dos anos 50 com a imagem cartoonesca da Betty Boop.
Esta não é uma conversa de circunstância, daquelas em que quando alguém morre, há que encontrar qualidades favoráveis que nunca antes haviam sido encontradas e sentidas. Sempre gostei da Amy e fiquei chocado quando em plenas férias e alheado das notícias do mundo exterior, recebi a triste notícia dada pelo meu irmão através do telefone.
Quis o aziago destino que o tão sempre aguardado futuro novo disco, á imagem do "Pearl" da Janis Joplin, fosse póstumo e ensombrado pela morte da sua intérprete. Apreciemos então este recente "Lioness: Hidden Treasures" e bebamos um copo de vinho tinto fino em sua sentida homenagem.
Viva Amy. Até sempre!
Mais um ano que termina e um novo que se avizinha, este excepcionalmente carregado de incertezas e consumições. O optimismo cego é uma coisa pateta, mas há que guardar alguma esperança no nosso interior e chutar a bola em frente. Aproveito para desejar a todos os Blitzianos um bom ano de 2012, cheio de saúde, felicidade, sorte e se ocorrerem mudanças, que sejam sempre para melhor. Ah e claro, muito boa música!
Abraços e beijinhos!
Ora comecemos por concertos (tenho de recorrer ali à minha lista):
- começou com OM no final de janeiro. Em fevereiro tive o prazer de ver a rata de nashville (nashville pussy) a rockar a fartazana!!
Em março, nada mais nada menos que o enorme Scott Kelly num concerto a solo que me causou uma série de arrepios na espinha.
Em abril foram dois. Primeiro fiquei surdo com os Swans, depois fui até Bilbao rever os malucos dos punks celtas Dropkick Murphys
Em maio, parece que descansei, até voltar em junho com Entombed e o seu death n roll.
Depois vem o festival menos frequentado de sempre, GSM, com os Paradise Lost e Eyehategod e Corrosion of conformity!! Que murro no estomago!
AInda nessa semana voltamos ao deserto mais os Kyuss!! E AINDA nessa semana... russian circles e boris deram mais uma bujarda nos meus timpanos.
Tive tempo para ir ao festival que mais odeio, só para ver Cranberries, e a minha futura esposa Dolores O' Riordan.
Depois é milhoes e milhoes de festa, com Graveyard e a porradona de Gama Bomb, diversao total.
E eis que chegamos a vagos... Opeth!! Tiamat!! que dizer? Ainda me dou ao luxo de perder morbid angel.
Depois mais uma viagenzita ao norte, para o barco rock e rever Katatonia dar um concerto poderoso.
Descanso em setembro, chega outubro e os ouvidos voltam a sofrer. Yob, dark castle e kongh. Só sujidade.
Depois... foi o que viste... vikings ao ataque no raio do hard club. Amon Amarth a destruir o sitio.
E bem... para terminar o ano em grande, aproveitar uma viagezita a cidade do pecado europeia e fazer um desvio a belgica para ver a lenda Scott Wino Weinrich e a sua Premonition 13.
EM GRANDE!!!! Não podia pedir mais... Falhei Neurosis em espanha e descobri que os Hawkwind e os Bad Religion estiveram ao virar da esquina (em territorio espanhol, entenda-se) algum tempo depois dos concertos terem acontecido. Mas vá, os bons foram muitos para pensar nos maus.
Quanto a musica, os 3 primeiros nomes do teu top assentam que nem uma luva no meu. Mastodon, Opeth (que primeiro gostei, depois aborreci me e depois voltei a adorar) e o dos graveyard tb tá jarda.
Mas o meu primeirissimo do ano tem de ser US Christmas. Apenas uma música mas aquilo não é só música, tem ali mais qualquer coisa. 40 minutos de tesão musical. Impressionante.
Destaque tb para os Dropkicks e para o regresso dos Crowbar.
Em relação a descobertas, recuei. Bastante. Apaixonei me por Hawkwind e Grateful Dead.
Ainda hoje comprei o In Search Of Space e o Hall Of Mountain Grill e o American Beauty e o Built To Last.
Cheguei a conclusao que em disco os Dead não batem. Mas ao vivo... aquilo tinha outra dimensão. As road trips acabaram e ainda nao ouvi os volumes todos, mas para o ano vem nova colecção de live material Dave's Picks e portanto parece que continuo vidrado nos gajos.
Para o ano conto já dois em janeiro ;) e caralhos ma fodam se não vir Sabbath algures nessa europa. Ah e o boss tb chama, e quando o boss chama um gajo obedece...
Enfim, para o ano tenho a sensação que vai ser tao ou mais poderoso que este.
BOM ANO!!!!
Espantam-me as poucas referências ao acontecimento.
Falando de álbuns, este ano não sei o que me deu que acordei para a música de 2011 quando começaram a fazer os tops, tendo passado o resto do ano não na lua mas no passado. Ainda assim ouvi umas coisas, o meu preferido será o "Road Salt 2" dos Pain of Salvation, no entanto destacaria ainda o "Suck It And See" dos Arctic Monkeys, o "Wasting Light" dos Foo Fighters e o "Velociraptor!" dos Kasabian.
Para a categoria das desilusões o vencedor foi o "Angles" dos The Strokes, tem algumas músicas que soam a The Strokes, mas num cômputo geral, que desilusão!
Como tinha dito no início, como acordei no fim do ano para a vida, tenho ainda a lista "a ouvir", onde estão álbuns como "Let England Shake" da PJ Harvey e o "Bad as Me" do Tom Waits. Agora que venha o 2012!
Beijinhos e um excelente 2012 também para ti, com muita música que é o que nós todos queremos! :)