Experiências partilhadas e à medida para fazer frente à crise da indústria.
Regressado de mais um festival onde a cobertura TV/vídeo é grande pergunto-me quando vai a indústria perceber que tem aqui mais um bom pé de meia par a ajudar a suportar a tal quebra de receitas. Como? Vendendo concertos. Se ão veja-se ...
Quando fui ao meu último concerto dos Metallica, comprei a gravação do concerto em audio, coisa que os rapazes têm vindo a fazer há já algum tempo e não parecem querer parar com isso. Foi simples e barato, tipo 9 euros e descarreguei o concerto em flac para gravar em cd, com direito a capa e tudo. Tempos depois fui ver o Frampton e tb lá eles tinham a hipotese de se comprar logo o concerto e trazer o cd. Fixe, comprei tb. Se o ato de ir ver um artista significa, certamente, que se gosta que se é fã, que se quer ter uma experiência sensorial, então a memória desse momento é algo que se gostará sempre de reviver. Os Metallica perceberam isso e parece que não se esão a dar mal.
Hoje nos festivais e concertos de razoável dimensão há sempre associado à música uma realização vídeo que trata da projeção nos écrans laterais. Regra geral é um trabalho de alguma qualidade. Então o que impede os artistas de disponibilizarem nos seus sites a venda da gravação desses concertos? Ou nos sites das editoras? Quer dizer se for gravado fica pronto para distribuição com pouco mais que uma conversão de codec, se for caso disso. Não compravam? A possbilidade de rever a experiência sempre que quisessem? Por um preço justo, não poderia ser mais que 10 euros. O que é que as bandas ou as suas editoras perdiam? Se já permitem a gravação e difusão pelas TV's de partes dos concertos, que depois vão parar aos sites de pirataria e são massivamente descarregados, porque não distribui-los a pagar. O Boss teve cerca de 70000 pax no Rock in Rio este ano. Se 10000 comprassem o concerto a 10 euros já vriam qd faturava. Agora x todos os concertos da tourné, upa, upa, mesmo que 50% fosse para custos. Porue na realidade já o fazem. Isto seria ir de enconro ao fã, quase proporcionando uma experiência à medida.
Deve haver impedimentos legais ligados aos espartilhos impostos pelas editoras, mas é por isso que elas se estão alixar e a lixar as bandas, parecem não querer aceitar que a realidade do consumo da música mudou e não agem, não se vislumbra qq tipo de pro-atividade. Não percebem que cada x mais as experiências q as pessaos querem são únicas.
O q me estará a falhar aqui? Pq não posso comprar o filme do concerto que assisti ontem e q sei q foi filmado?
Gostava de perceber se eles, a indústria, não perceberam isto ou se eu ando noutra dimensão.