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Com o seu começo no sul da Califórnia corria o ano de 1976 pela iniciativa do mentor e guitarrista Greg Ginn e inicialmente baptizada de Panic, a banda inovava pelo seu som áspero, agressivo. Estilo que veio a ter repercussões e forte influência em variadíssimas bandas hardcore e metal que se renderam ao punk desmedido dos Black Flag. A sua formação era constante vítima de modificações, tendo sido o referido fundador Greg Ginn o único a manter-se no barco durante todo o percurso.
Assim o cargo de vocalista conheceu diversas personalidades incontornáveis, como Keith Morris, Ron Reyes e Dez Cadena. Porém o que mais repercussões originou foi Henry Rollins, originalmente um fã acérrimo que se viu transportado do meio público para o centro do palco. Com as suas tresloucadas performances, de tronco nu, calções negros de pequenas dimensões e uma atitude hiperactiva, personificava totalmente a electricidade punk que se pedia a qualquer frontman de uma banda do estilo. Após assistir a um concerto da banda, no ano de 1982, Calvin Johnson, um crítico da Sub Pop escrevia: O Henry foi incrível. Correndo de trás para a frente, arfando, arrastando-se, rugindo... Era tudo real! A mais intensa experiência emocional que eu alguma vez vi. Deambulando pelo underground, e pioneiros da cultura Do It Yourself, os Black Flag, sozinhos, construíram uma nação de fãs dedicados, com digressões frequentes pelos EUA e Canadá. No meio do caminho dos anos 80, o seu som evoluiu assim como sua notoriedade. Começou a ganhar influências de Heavy Metal (principalmente nos últimos álbuns), jazz e clássico, especialmente na evolução do guitarrista Greg Ginn. Esta mudança não agradou a todos os fãs, que se viram confundidos com o estilo renovado da banda. Gostos à parte, é inegável a inércia a que os Black Flag se agarravam, hoje distribuída por um legado continuamente relembrado. E ainda hoje, as quatro barras negras que os invocam são o eterno símbolo de rebelião e inconformismo.
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