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Teve uma infância difícil – aos 9 anos, o bluesman vivia sozinho e colhia algodão, trabalho que lhe rendia 35 centavos de dólar por dia. Começou por tocar, a troco de algumas moedas, na esquina da Igreja com a Second Street. No ano de 1947 partia para Memphis, no Tennessee, apenas com a sua guitarra e $2,50 dólares. Como pretendia seguir a carreira musical, a cidade de Memphis, cidade onde se cruzavam todos os músicos importantes do Sul, sustentava uma vasta competitiva comunidade musical em que todos os estilos musicais negros eram ouvidos. Nomes como Django Reinhardt, Blind Lemon Jefferson, Lonnie Johnson, Charlie Christian e T-Bone Walker tornaram-se ídolos de B. B. King. Num sábado à noite ouvi uma guitarra eléctrica que não estava a tocar espirituais negros... era T-Bone interpretando Stormy Monday e foi o som mais belo que alguma vez ouvi na minha vida, recorda B.B. King, revelando que foi o que realmente o levou a querer tocar Blues. A primeira grande oportunidade da sua carreira surgiu em 1948, quando actuou no programa de rádio de Sonny Boy Wiliamson, na estação KWEM, de Memphis. Sucederam-se actuações fixas no Grill da Sixteenth Avenue e mais tarde um spot publicitário de 10 minutos na estação radiofónica WDIA, com uma equipa e direcção exclusivamente negra. King’s Sport, patrocinado por um tónico, tornou-se então tão popular que aumentou o tempo do transmissão e se transformou no Sepia Swing Club. King precisou de um nome artístico para a rádio, tendo sido apelidado de Beale Blues Boy, como referência à música Beale Street Blues; foi então abreviado para Blues Boy King e eventualmente para B. B. King. Por mera coincidência, o nome de KING já incluía a simples inicial B, que não correspondia a qualquer abreviatura. Pouco depois do seu êxito Three O Clock Blues, em 1951, B. B. King começou a fazer digressões nacionais sem parar, atingindo uma média de 275 concertos/ano. Só em 1956 B. B. King e a sua banda fizeram 342 concertos! Dos pequenos cafés, teatros de gueto, salões de dança, clubes de jazz e de rock, grandes hotéis e recintos para concertos sinfónicos aos mais prestigiados recintos nacionais e internacionais, B. B. King depressa se tornou o mais conceituado músico de Blues dos últimos 40 anos, desenvolvendo um dos mais prontamente identificáveis estilos musicais de guitarra, a nível mundial. O seu estilo foi inspirador para muitos guitarristas de rock. Mike Bloomfield, Albert Collins, Buddy Guy, Freddie King, Jimi Hendrix, Otis Rush, Johnny Winter, Albert King, Eric Clapton, George Harrison e Jeff Beck foram apenas alguns dos que seguiram a sua técnica como modelo. Em 1969, B. B. King foi escolhido para a abertura de 18 concertos dos Rolling Stones. Em 1970 fez uma digressão por Uganda, Lagos e Libéria, com o patrocínio governamental dos E.U.A.
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