Esta entrada do blog é dedicado aos TRAMPA, para muitos considerada a maior banda de rock progressivo em Portugal que nunca existiu, mas na verdade eles foram a única banda de rock progressivo em Portugal que nunca existiu.
Depois de 48 anos de imbecilidade obrigatória, e da ressaca do 25 de Abril ter passado, originalidade em Portugal era considerada como qualquer coisa pior do que uma camada de chatos, como tal era da praxe copiar tudo o que vinha lá de fora.
E eis que aparecem os TRAMPA, que, se tivessem sido Australianos, teriam sido chamados 'The Australian Genesis'.
Dando início de carreira em 1976, quando Manél Cagoso e Armário Cama formam um duo.
O nome TRAMPA foi escolhido por que na altura Cagoso sofria de problemas indestinais.
A eles se juntam 3 otários para secção ritmica que não vale a pena elaborar muita informação porque não duraram muito tempo.
Esta formação grava o single de estreia "Velhos templos/Altimetría do escuro", e o grupo afirma-se como a primeira cópia feita a papel quimico do Genesis feita em Portugal.
Saí o baterista e percussionista e entra ZéTó Abelha, famoso por tocar de pernas pró ar numa bateria
flutuante.
Em 1977 enquanto o resto do mundo andava em luta contra o Prog com o movimento Punk, os TRAMPA lançam o primeiro album "Ministério de fantasias", Titulo enganador, para ver se os Punks os aceitavam, o que diga-se de passagem, resultou.
Em suporte do disco deram uma tournée bem sucedida, sendo eles a primeira banda Portuguesa a dar concerto de sala cheia no Bar 25.
Saí da banda Armário Cama, e entra Pico Lírio, que mais tarde formará a maior aberração musical na história da musica feita em Portugal, os DA VINCI CODE.
Em 1978 saí o segundo album "Holograma", (nada a ver com o Tupac Em Coachella, ainda estamos no anos 70, caso ninguém esteja a prestar atenção), que nada deixa assinalar a não ser mais do vira o disco e toca o mesmo.
Entretanto na Inglaterra, com a saída de Peter Gabriel, e a força do movimento Punk, os Genesis vão de mal a pior.
E os TRAMPA copiam, desda vez a cantar em Inglês, para ver se são aceites là fora.
Sai o baixista e entra no seu lugar Dentes Tu Barrão (que é o nome artístico de D. Pedro Guimarães, nome bem nacionalista à laia da mocidade Portuguesa, que mais tarde lhe servirá bem quando formar os COVARDES DO AR e os VALHAMEDEUS, cujas histórias seram contadas também, se eu não morrer até lá).
Com o terceiro album "Mongoloid fish" conseguem finalmente fazer justiça ao nome da banda, tal foi a cagada que fizeram.
Tal foi a vergonha, que Cagoso arranjou uma mascara nova e mudo o nome para Smiggle tentando esconder assim a identidade, mas cometeu um grande erro, mascarou-se de supositório, a malta apercebeu-se e a banda foi por diarréia abaixo.
Smiggle ainda lançou duas atrocidades sonoras a solo, mas foi uma perca de tempo, pois não valeram um peido.
A única coisa a fazer, foi esperar búe da time para o people esquecer em ordem de fazer um comeback.
Em 2003 aparecem com o novo album, mas os Trampa só contavam com Cagoso como membro original, pois o resto foi esperto e baldou-se.
O novo album "Cova", dedicado a uma promessa que cagoso fez, que, se desta vez corre-se mal outra vez, enterrava-se vivo.
As coisas iam mais ou menos, mas cagoso fez asneira e lança ao mesmo tempo um album ao vivo de 1977 chamado "Live Sacrifice", o que fez lembrar o maralho da porcaria que aquilo era.
Mais um album em 2005 "tremens", e como de costume, nem o nosso pai morre nem a gente almoça.
THE END